Lionel Messi está a um passo de fazer história no futebol mundial, ao tornar-se o primeiro jogador a disputar seis fases finais de Campeonatos do Mundo, um feito absolutamente inédito que promete incendiar a edição de 2026. O astro argentino prepara-se para defrontar a Argélia, na próxima quarta-feira, em Kansas City, e mal a bola começar a rolar, Messi dará início a uma nova página no livro dos recordes, consolidando ainda mais o seu estatuto de lenda viva.
Aos 38 anos, e atualmente a brilhar no Inter Miami, Messi soma já presenças nos Mundiais de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, e agora prepara-se para fazer história nos Estados Unidos, México e Canadá. Esta estreia frente ao conjunto africano representa um marco inigualável, uma vez que ultrapassará nomes míticos como os mexicanos Antonio Carvajal, Rafael Márquez e Andrés Guardado, bem como o alemão Lothar Matthäus, todos eles com cinco presenças em fases finais. Curiosamente, poucas horas depois, Cristiano Ronaldo pode igualar este registo, caso seja utilizado frente à RD Congo, acentuando ainda mais a rivalidade entre as duas maiores figuras do futebol contemporâneo.

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Para além deste feito, Messi pode reforçar recordes que já lhe pertencem. Com o apito inicial, atingirá o 27.º jogo em fases finais de Mundiais, ampliando a sua liderança isolada nesta estatística, tal como no que diz respeito aos minutos em campo: parte já com impressionantes 2.315 minutos disputados. Mas os recordes não se ficam por aqui: no capítulo dos golos, o argentino soma 13, depois do bis memorável na final de 2022 frente à França. Está assim no quarto lugar dos melhores marcadores de sempre em Campeonatos do Mundo, lado a lado com Just Fontaine, e pode escalar ainda mais esta lista. Se marcar um golo, iguala Gerd Müller no terceiro posto; com dois, apanha Ronaldo Fenómeno no segundo; três golos e apanha Miroslav Klose no topo da tabela. Mas a corrida dos melhores marcadores pode sofrer alterações antes do arranque da Argentina, já que Kylian Mbappé, com 12 golos, joga antes frente ao Senegal e pode ultrapassar Messi.
A influência de Messi vai além das bolas no fundo das redes. Soma oito assistências em Mundiais, sendo já líder isolado na soma de golos e assistências. O argentino é mestre a servir companheiros para golo, tendo feito assistências em todas as edições em que participou, outro recorde que pode ampliar em solo americano. Se a Argentina vencer a Argélia, Messi iguala ainda Miroslav Klose como jogador com mais vitórias em fases finais (17), deixando para trás Cafu, o eterno capitão brasileiro.
Esta notícia tem enorme relevância para o futebol mundial. Messi pode terminar a sua carreira internacional como recordista absoluto em presenças, jogos, minutos, golos, assistências, contribuições directas para golo e triunfos, uma hegemonia sem precedentes em 94 anos de Mundiais. Além disso, está à procura de um feito ainda mais raro: chegar a uma terceira final de Campeonato do Mundo, depois das de 2014 e 2022, o que apenas Cafu conseguiu até hoje. No entanto, igualar Pelé – único com três títulos – permanece impossível, mas Messi pode, no máximo, juntar-se ao extenso grupo de bicampeões, se a Argentina voltar a triunfar.
O próprio Messi, ao longo dos anos, tem reforçado a importância de cada momento ao serviço da seleção. Após a final vitoriosa de 2022, declarou emocionado: “Sempre sonhei em conquistar tudo com a Argentina. Agora quero desfrutar cada jogo.” Esta afirmação, proferida ainda no relvado do Lusail Stadium, revela a paixão e determinação com que encara cada desafio, mesmo numa fase avançada da carreira.
A expectativa é máxima para a estreia da Argentina no Mundial 2026. O impacto destas marcas transcende os números: Messi serve de inspiração para novas gerações e mantém vivo o debate sobre quem é o maior futebolista de todos os tempos. O planeta futebol vai parar para ver se o craque argentino continua a pulverizar recordes e a elevar, ainda mais, a fasquia da excelência. Os olhos dos adeptos estarão fixos em Kansas City, onde pode começar a última dança do génio de Rosário no maior palco do futebol mundial. Se conseguir mais um título ou simplesmente ampliar os seus números, Messi sairá do Mundial 2026 com o seu nome gravado a ouro na eternidade do desporto-rei.
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