Mbappé faz história no metlife e Ronaldo inicia última oportunidade no mundial

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Kylian Mbappé voltou a fazer história e incendiou o MetLife Stadium com uma exibição demolidora, numa jornada inaugural do Mundial 2026 que já está a bater recordes e a surpreender até os mais céticos. Nem o calor asfixiante de Nova Jérsia travou o génio francês, que se isolou como melhor marcador de sempre da selecção gaulesa, enquanto Cristiano Ronaldo inicia a sua última investida pelo único troféu que lhe falta, e a Inglaterra volta a sonhar alto depois de uma qualificação irrepreensível.

Apesar de o Mundial mal ter começado, as emoções já estão ao rubro e as estrelas maiores do futebol mundial não perderam tempo a marcar posição. Em Foxborough, Massachusetts, Erling Haaland não podia ter pedido melhor estreia: dois golos ainda na primeira parte e uma vitória clara da Noruega por 4-1 frente ao Iraque. Cerca de 300 quilómetros a sul, no MetLife Stadium, França e Senegal protagonizaram um dos duelos mais aguardados do Grupo I, com Mbappé a assinar uma noite memorável e a reescrever a história dos “bleus”.

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O início francês foi tudo menos brilhante: a selecção orientada por Didier Deschamps saiu da primeira parte com um remate e um embaraçoso 0,02 de xG (golos esperados), tendo sido afortunada por chegar ao intervalo empatada. O ataque francês parecia adormecido e o público começava a impacientar-se, até que Mbappé, mais uma vez, assumiu o papel de herói. Aos 66 minutos, o avançado do Real Madrid inaugurou o marcador, igualando Olivier Giroud como melhor marcador de sempre da selecção francesa. Nos descontos, Mbappé fez ainda melhor e desferiu um remate portentoso de fora da área, tornando-se, de forma isolada, no máximo goleador dos “bleus” com 14 golos em fases finais de Mundiais, e ficando agora a apenas dois golos do recorde absoluto de Miroslav Klose. Bradley Barcola, avançado do PSG, ainda saltou do banco para fazer o terceiro, enquanto Ibrahim Mbaye marcou o tento de honra para o Senegal.

Deschamps não poupou nos elogios ao seu capitão na conferência de imprensa: “O Kylian é absolutamente decisivo nestes palcos. A sua fome de vencer é inigualável e voltou a demonstrá-lo quando a equipa mais precisava.” Mbappé, visivelmente emocionado, admitiu: “Cresci a sonhar com estes momentos. Ser o melhor marcador da França é um orgulho enorme, mas quero mais. Quero levantar a taça.”

Se a noite foi de consagração para Mbappé, o arranque do Mundial marca também o início da derradeira oportunidade de Cristiano Ronaldo conquistar o último troféu que lhe falta. O lendário avançado português, agora com 41 anos, sabe que esta é a sua última hipótese de colocar um ponto final no debate interminável sobre quem é realmente o melhor de todos os tempos. O próprio Peter Drury, reputado comentador, resumiu o momento com mestria: “Lionel Messi apertou a mão ao paraíso quando venceu em 2022. Resta saber se Ronaldo conseguirá igualar esse feito.” Ronaldo surge acompanhado de um plantel de luxo, onde se destacam Bruno Fernandes, recordista do Manchester United, e Rafael Leão, estrela do AC Milan. Portugal estreia-se frente à estreante RD Congo, num grupo que inclui ainda Colômbia e Uzbequistão, e só a vitória interessa para manter vivo o sonho do Capitão.

Do lado inglês, o lema “It’s coming home” volta a ecoar com força, depois de 60 anos sem levantar o troféu e uma qualificação sem mácula: oito vitórias, 22 golos marcados, zero sofridos. No entanto, o ambiente está longe de ser pacífico. Thomas Tuchel, treinador alemão ao leme dos “Three Lions”, tem sido alvo de críticas ferozes devido às suas escolhas polémicas, deixando de fora vários craques da Premier League para apostar em veteranos como Jordan Henderson ou Ivan Toney. A pressão é máxima e só um arranque convincente frente à Croácia, semifinalista em 2018 e 2022, poderá acalmar as hostes britânicas. “Sabemos o que está em jogo, mas acredito que esta geração pode fazer história,” afirmou Tuchel em declarações à imprensa inglesa antes do jogo de estreia.

Com o Mundial a prometer mais surpresas e protagonistas a cada jornada, todas as atenções estão centradas nas próximas exibições de Mbappé, Ronaldo e nos jovens leões ingleses. O francês está a dois golos de destronar Klose como maior artilheiro de sempre em fases finais, Ronaldo joga literalmente o tudo por tudo e Inglaterra, apesar das dúvidas, volta a acreditar. O que se segue? Um torneio que promete ser inesquecível, onde cada jogo pode mudar o rumo da história e onde as lendas procuram eternizar os seus nomes.

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