Messi iguala Klose como melhor marcador da história dos mundiais

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Lionel Messi voltou a abalar o mundo do futebol ao tornar-se no primeiro jogador a alcançar um hat-trick no Mundial 2026, igualando o lendário Miroslav Klose como melhor marcador de sempre em fases finais de Campeonatos do Mundo, com 16 golos. No Estádio Arrowhead, em Kansas City, o capitão argentino não só escreveu mais uma página dourada na sua carreira, mas também deixou escorrer algumas lágrimas de emoção após semanas complicadas fora dos relvados, revelando uma faceta humana raramente exposta a este nível de competição.

O encontro, a contar para a primeira jornada do Grupo J, colocou frente a frente a campeã mundial Argentina e a Argélia, com o resultado a fixar-se em 3-0, graças a três golos de Messi (aos 17, 60 e 76 minutos). A estrela do Inter Miami atingiu assim a impressionante marca dos 200 jogos ao serviço da seleção das Pampas, somando 120 golos internacionais, e consolidou a sua posição no topo da hierarquia do futebol mundial, igualando o alemão Klose e deixando para trás nomes como Ronaldo Nazário, Gerd Müller e Kylian Mbappé, este último que também marcou na estreia da França neste Mundial.

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Este feito assume particular relevância por vários motivos. Em primeiro lugar, Messi tornou-se o primeiro jogador a alinhar em seis edições diferentes de Campeonatos do Mundo, estabelecendo um novo recorde de longevidade e regularidade ao mais alto nível, com 27 jogos disputados na competição. Para além disso, estabeleceu o maior intervalo de tempo entre o primeiro e o último golo marcado por qualquer futebolista em Mundiais, numa carreira internacional que começou precisamente há 20 anos, com um golo frente à então Sérvia e Montenegro, no Mundial 2006.

A importância deste momento vai muito além dos números. A Argentina iniciou a defesa do título mundial com uma exibição sólida e galvanizadora, demonstrando que a equipa de Lionel Scaloni permanece candidata à vitória final. O próprio Messi, à beira de celebrar 39 anos, provou estar recuperado da lesão na coxa esquerda e mostrou-se capaz de liderar novamente uma seleção repleta de talento e ambição. Esta vitória também serve como aviso às seleções rivais: a Argentina está pronta para lutar pela renovação do título, com o seu capitão em grande forma.

No final do jogo, Messi abriu o coração e explicou o que esteve por detrás da sua emoção: “Trata-se de uma questão completamente alheia ao desporto. Passei por alguns dias difíceis, mas estou grato a toda a comitiva e aos meus companheiros de equipa, porque estiveram sempre ao meu lado e deram-me muita força para superar isso”, partilhou o avançado, visivelmente emocionado na zona mista. Ainda sobre o seu percurso, Messi acrescentou: “Quando era criança, jamais imaginei viver tudo o que passei. Isto é uma bênção. Conquistei tudo e mais alguma coisa e estou a desfrutar muito de um grupo maravilhoso, sentindo-me bem em campo, como sempre gostei.” As declarações do recordista de Bolas de Ouro demonstram o peso emocional deste momento e a união do grupo argentino.

O argentino foi ainda questionado sobre a sua longevidade e o segredo da sua motivação. Messi não hesitou em comparar-se com outra lenda do desporto mundial, Rafael Nadal: “Adoro jogar futebol, é minha paixão desde pequeno. Quando estou bem, dou o máximo. Temos visto a série do Rafael Nadal e identifico-me muito. Somos parecidos nisso: quero dar sempre o meu melhor e sentir-me bem. É assim que aproveito”, afirmou o astro, reforçando o seu compromisso com a excelência.

Do ponto de vista táctico, Messi analisou a exibição da equipa e reforçou a competitividade desta edição do Mundial: “Felizmente, sinto-me bem e conseguimos vencer. É importante começar a ganhar, porque o primeiro encontro nunca é fácil e tivemos um adversário difícil pela frente. A primeira parte custou-nos bastante, mas, depois, fizemos a diferença. O nosso grupo está mais unido do que nunca e forte. Competimos, queremos mais e vamos lutar. A competição é acirrada, todas as equipas estão bem preparadas e os jogos serão dinâmicos e intensos”, avaliou o capitão argentino.

A projeção para os próximos encontros é clara: Messi mantém-se como a maior referência desta Argentina e volta a colocar pressão sobre Cristiano Ronaldo, que detinha o feito de marcar em cinco Mundiais consecutivos e ser o jogador mais velho a fazer um hat-trick na competição, aos 33 anos. Agora, Messi superou esse registo e poderá continuar a bater recordes, enquanto a Argentina aponta baterias para o próximo jogo, onde procurará confirmar o estatuto de favorita e consolidar a liderança do grupo. O mundo do futebol assiste, uma vez mais, a Lionel Messi a redefinir os limites da história.

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