Serena Williams e Venus Williams estão de regresso a Wimbledon e a notícia da atribuição de um wild card à lendária dupla norte-americana para o quadro de pares do All England Club está a agitar o ténis mundial. No entanto, não é o regresso em si que está a causar polémica, mas sim o facto de as irmãs não terem qualquer plano para competir juntas antes do Grand Slam londrino, algo que deixou Danielle Collins “desiludida” e a questionar o que estará realmente em causa nesta inesperada decisão.
As irmãs Williams, uma das duplas mais dominadoras da história do ténis feminino, voltam assim a unir forças no mítico relvado de Wimbledon. Serena já regressou à competição em Queen’s e Berlim, mas optou por alinhar ao lado de Victoria Mboko e Karolina Muchova, enquanto Venus irá disputar Bad Homburg com Alex Eala, também sem a companhia da irmã. Não há qualquer indicação de que pretendam fazer um torneio de preparação em conjunto antes do arranque oficial no All England Club, decisão que apanhou muitos de surpresa – sobretudo Danielle Collins, que não escondeu a sua frustração numa entrevista ao Tennis Channel.

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Collins afirmou: “Fico um bocadinho desiludida por não as vermos num torneio de preparação antes, só para termos um pequeno vislumbre do que será este regresso, passados tantos anos.” Apesar da emoção pelo regresso das campeãs, a tenista norte-americana lamenta que os adeptos e a própria modalidade percam aquela antevisão do reencontro competitivo das irmãs antes de um palco tão exigente como Wimbledon.
O peso desta notícia é considerável não só pelo estatuto das protagonistas, mas também pelas implicações para o torneio e para o próprio ténis mundial. As Williams, juntas, detêm seis títulos de pares em Wimbledon e procuram agora o sétimo, uma façanha que as poderia reaproximar do topo numa fase em que ambas já se encontravam afastadas das grandes decisões. O regresso sem jogos de preparação conjuga-se com uma aura de mistério e grande expectativa: conseguirão as irmãs readquirir a química lendária e superar adversárias mais rodadas e em plena forma competitiva? Para o ténis feminino, trata-se também de um momento de celebração e de reconhecimento do legado das Williams, mas a falta de jogos de preparação pode ser um risco demasiado elevado.
Ainda assim, Collins acredita que a ligação entre Serena e Venus é única e transcende a mera rotina de treinos ou encontros de preparação. “São irmãs, conhecem-se tão bem. Existe uma intuição natural quando jogam juntas, sabem os movimentos uma da outra e são melhores amigas desde sempre”, explicou a jogadora, acrescentando: “Acho que vão conseguir ajustar-se facilmente, mesmo que não tenham estado a jogar juntas recentemente.” Collins deixou claro que, apesar da sua desilusão, mantém a confiança nas capacidades de adaptação das duas campeãs.
Nos bastidores, aguarda-se ainda a revelação do último wild card para o quadro principal de singulares femininos de Wimbledon. Muitos especulam que poderá ser atribuído a Serena Williams, alimentando o sonho de um regresso em singulares. Danielle Collins comentou essa possibilidade: “Pode muito bem acontecer. Vamos ver. Ficaria algo surpreendida se Serena aceitasse esse convite para este torneio, suspeito que queira continuar mais um pouco nos pares. Pelo que disse em várias conferências de imprensa, se quisesse jogar singulares teria de treinar mais.” Collins sublinhou ainda que Serena parece focada em ganhar ritmo nos pares antes de um eventual regresso em singulares, mas mantém o suspense: “Ela pode fazer tudo porque é a GOAT, por isso veremos.”
Serena Williams, questionada recentemente em Queen’s, não descartou por completo um regresso aos singulares, mas deixou claro que, para já, está concentrada nos pares. Este cenário mantém em aberto todas as possibilidades e aumenta a pressão mediática sobre as decisões das irmãs na antecâmara de Wimbledon.
O ténis mundial prepara-se assim para um dos regressos mais aguardados do ano, marcado por incertezas e emoção redobrada. O desempenho das irmãs Williams em Wimbledon será analisado ao detalhe e poderá influenciar todo o desenrolar da campanha feminina no Grand Slam londrino. Caso triunfem, consolidam ainda mais o seu estatuto mítico; caso falhem, levantam-se dúvidas sobre o futuro competitivo das duas lendas. Para já, o mundo do ténis aguarda com expectativa, e a polémica em torno da ausência de jogos de preparação só adensa o mistério e aumenta a ansiedade dos adeptos.
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