Lorenzo Musetti não hesitou e fez uma escolha surpreendente, apontando Carlos Alcaraz como o tenista com o estilo de jogo mais belo e completo da atualidade, numa altura em que tanto o espanhol como Jannik Sinner dominam o topo do circuito ATP. As palavras do italiano, actualmente número 15 do ranking mundial, prometem agitar a discussão sobre quem realmente manda no ténis masculino, especialmente porque Musetti tem estado na linha da frente da nova geração que tenta destronar o duopólio Alcaraz-Sinner.
O jovem italiano, que chegou ao 5.º lugar do ranking ATP nas duas últimas épocas e atingiu as meias-finais em Wimbledon e Roland Garros, além dos quartos-de-final no US Open e no Open da Austrália, continua a ver o sonho de superar os dois rivais adiado. Contra Sinner, Musetti nunca conseguiu vencer em encontros do ATP Tour, somando derrotas em três ocasiões: Antuérpia, Monte Carlo e US Open. Frente a Alcaraz, o cenário não é muito mais favorável. Musetti bateu o espanhol apenas uma vez, em 2022, na final de Hamburgo, mas desde então perdeu sete encontros consecutivos, incluindo dois duelos em Roland Garros.

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Apesar do registo negativo face aos dois gigantes do ténis actual, Musetti tem uma opinião firme sobre qual deles representa o “ténis mais bonito e completo”. Em declarações à L’Officiel Italia, o italiano explicou: “O ténis mais bonito e mais completo? Talvez o que é jogado por Alcaraz. Penso que é o ténis mais moderno. Claro que o Jannik é impressionante. Ele atinge um nível quase perfeito em termos de consistência, força mental e capacidade de manter constantemente um nível incrível. Mas em termos de estética, beleza de jogo, diria Alcaraz. Quando estão ambos no seu melhor, são os dois campeões que expressam o melhor ténis actualmente.”
A escolha de Musetti é particularmente relevante numa temporada marcada por lesões, tanto para ele como para Alcaraz. Ambos ficaram de fora de Roland Garros e já desistiram também de Wimbledon, falhando presença nos maiores palcos do ténis mundial. No caso de Musetti, uma lesão no rectus femoris condicionou-lhe toda a época, obrigando-o a falhar não só Roland Garros e Wimbledon, mas também o torneio de Hamburgo e o Queen’s Club. Esta longa ausência levou-o a cair de 5.º para 15.º do ranking mundial ao longo do verão.
No entanto, e apesar da queda na classificação, o italiano não terá mais pontos a perder depois de Wimbledon, uma vez que já tinha sido eliminado logo na primeira ronda da edição anterior, num resultado surpreendente frente ao georgiano Nikoloz Basilashvili, poucos dias depois de ter atingido as meias-finais em Roland Garros.
A análise de Musetti reacende o debate sobre a supremacia de Sinner e Alcaraz, dois jogadores que não só têm dominado os principais títulos, como também elevam a fasquia do ténis contemporâneo. Para muitos, a consistência e a força mental de Sinner contrastam com o estilo explosivo e inventivo de Alcaraz, que para Musetti representa o expoente máximo do “ténis moderno”. Esta preferência pode também servir de motivação para o italiano, que, ao elogiar publicamente os rivais, deixa claro o patamar a que pretende chegar.
Com o regresso à competição previsto para depois de Wimbledon, Musetti enfrenta agora o desafio de recuperar o ritmo e o estatuto perdido durante a ausência forçada por lesão. O circuito ATP prepara-se para a temporada norte-americana em piso rápido, onde tanto Alcaraz como Sinner deverão regressar em força. Resta saber se Musetti conseguirá finalmente quebrar o enguiço e afirmar-se como o grande rival deste duopólio, ou se continuará a ser mais um espectador privilegiado do domínio de Alcaraz e Sinner. Certo é que, com declarações tão contundentes, Musetti não passará despercebido nos próximos capítulos desta rivalidade de luxo.
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