Bryson DeChambeau e Patrick Reed treinam juntos antes do US Open 2026

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Shinnecock Hills volta a ser palco de um dos mais duros testes do golfe mundial, com o US Open de 2026 a prometer emoção máxima, prémios milionários e um campo preparado para triturar até os mais talentosos jogadores. O torneio, que decorre de 18 a 21 de Junho em Southampton, Nova Iorque, vai reunir uma constelação de estrelas prontas a desafiar as condições implacáveis de um dos percursos mais lendários do planeta.

A sexta edição do US Open em Shinnecock Hills não podia ter um alinhamento mais apetecível: Scottie Scheffler, actual número um mundial, lidera o contingente do PGA Tour, acompanhado de pesos-pesados como Rory McIlroy, Xander Schauffele, Cameron Young e Tommy Fleetwood. Do lado da LIV Golf, Jon Rahm e Bryson DeChambeau, ambos antigos campeões do torneio, prometem elevar ainda mais o nível de rivalidade, numa edição em que todos os olhos estarão postos no prémio recorde de 21,5 milhões de dólares.

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O campo, desenhado por Willie Davis e inaugurado em 1891, apresenta-se com par 70 e uns impressionantes 7.440 jardas. As condições meteorológicas adversas, com ventos consistentes acima dos 30 km/h e greens reluzentes como vidro, ameaçam baralhar estratégias e fazer estragos nas folhas de resultados. Em Portugal, os adeptos podem acompanhar toda a acção em directo através dos canais internacionais com direitos de transmissão, nomeadamente o Golf Channel, que assegura cobertura integral das quatro rondas, e a CBS, responsável pela emissão do fim-de-semana.

Os horários de saída das primeiras duas rondas já estão confirmados e o alinhamento dos grupos de destaque não deixa margem para dúvidas: o espectáculo está garantido desde o primeiro shot. Na quinta-feira, logo às 7h30 locais, Brooks Koepka, Cameron Young e Chris Gotterup abrem as hostilidades, seguidos por trios de luxo como Rory McIlroy, Ludvig Aberg e Tommy Fleetwood, ou ainda Scottie Scheffler ao lado do amador Mason Howell e J.J. Spaun. À tarde, o foco estará em Bryson DeChambeau, Viktor Hovland e Matt Fitzpatrick, bem como Justin Thomas, Hideki Matsuyama e Xander Schauffele. Os horários invertem-se na sexta-feira, garantindo que todas as estrelas passam pelos greens mais traiçoeiros do percurso nas diferentes condições do dia.

O que está verdadeiramente em jogo vai muito além do prémio chorudo de 4,3 milhões de dólares para o vencedor: trata-se de estatuto, legado e da afirmação num dos palcos mais emblemáticos do golfe mundial. O US Open de Shinnecock é famoso por não perdoar erros e por separar os verdadeiros campeões dos meros figurantes. O vencedor não só garantirá uma fatia considerável do prize money, como inscreverá o seu nome num troféu que é sinónimo de glória e imortalidade no desporto.

As previsões para esta edição já estão a incendiar debates. Antony Martin, especialista do Golfing Gazette, não tem dúvidas: “É a vez do Tommy. Segundo lugar em Shinnecock em 2018 e detentor do recorde do campo. A sua capacidade de baixar a trajectória da bola será crucial com ventos tão fortes. Ele merece um major. Esta é a sua vez.” Também Peter Lynch aponta a Tommy Fleetwood como favorito, elogiando a sua mestria em condições adversas: “Fleetwood está mais do que pronto para vencer um major, especialmente aqui. É forte no vento e no rough, só precisa de manter a força mental até ao fim.”

No entanto, há quem aposte em nomes diferentes. James Shearman garante que Matt Fitzpatrick “tem sido o melhor jogador do mundo em 2026, com três títulos conquistados e um segundo lugar no Canadian Open da semana passada. Já ganhou o US Open antes, em 2022, o que lhe dá confiança extra.” Jordan Harris vira-se para Russell Henley: “Ele tem contas por ajustar depois de liderar a primeira ronda em 2018. Pode surpreender.” Por fim, Charlie Walker destaca Xander Schauffele: “Tem sido incrivelmente consistente no US Open. A sua pior classificação foi 14º, mas pela precisão com os ferros, este é o ano em que conquista finalmente o Open nacional dos Estados Unidos.”

Com o field mais competitivo do ano, expectativas ao rubro e um percurso pronto para castigar até os mais talentosos, o US Open de 2026 promete drama, surpresas e, talvez, a consagração de um novo herói. O vencedor não só ficará mais rico, como eternizará o seu nome no panteão do golfe. Resta saber quem conseguirá sobreviver ao inferno de Shinnecock Hills e erguer o troféu mais cobiçado do desporto.

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