Rabiot critica relvado do Metlife stadium após vitória da França

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Adrien Rabiot não poupou nas palavras e lançou o alerta: o relvado do MetLife Stadium, palco do arranque da França no Mundial, está longe dos padrões exigidos para uma competição desta dimensão. As críticas do médio francês surgem mesmo após a vitória convincente da sua selecção frente ao Senegal, por 3-1, mas o estado do terreno de jogo eclipsou o resultado e levantou sérias dúvidas sobre a preparação do estádio para as futuras partidas — incluindo a grande final do torneio.

O MetLife Stadium, situado em New Jersey e habitualmente casa das equipas de NFL New York Giants e New York Jets, recebeu a estreia de França no Mundial, esta terça-feira. Rabiot, que alinhou a titular e foi decisivo ao assistir Bradley Barcola para o segundo golo, não hesitou em partilhar o seu desagrado com o relvado, instalado temporariamente para o evento. “O relvado… nem sei se se pode chamar assim. Parecia mais um sintético – bastante duro e bastante rígido”, atirou o internacional francês, visivelmente incomodado após o apito final.

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A preocupação ganha ainda mais relevância quando se sabe que este mesmo estádio irá receber o último jogo da fase de grupos de Inglaterra, frente ao Panamá, a 27 de Junho, e, mais importante ainda, a final do Mundial, marcada para 19 de Julho. A FIFA apostou na colocação de relvados naturais temporários em oito dos dezasseis estádios anfitriões, mas as críticas sucedem-se e não são exclusivas dos franceses. Vinícius Júnior, estrela da selecção brasileira, também se queixou das condições do relvado após o empate a uma bola com Marrocos: “Na segunda parte, com o calor, o relvado seca muito rapidamente. O jogo torna-se muito lento e não conseguimos impor o nosso ritmo”, lamentou o avançado brasileiro.

O historial do MetLife Stadium no que toca a lesões dramáticas entre jogadores da NFL não ajuda a dissipar os receios. O recinto ficou tristemente famoso pela quantidade de atletas que já ali sofreram lesões graves, como aconteceu recentemente com Malik Nabers, wide receiver dos Giants, que rompeu o ligamento cruzado anterior em Setembro, sendo mais uma vítima da famigerada 'maldição do MetLife'.

O próximo encontro no estádio está já à porta, com o Senegal a defrontar a Noruega a 22 de Junho, e a pressão sobre a organização aumenta. A instalação dos relvados temporários deveria garantir melhores condições, mas tanto atletas como equipas técnicas continuam a manifestar preocupações. A FIFA, até agora, tem evitado reagir publicamente, apesar do coro de críticas e do potencial impacto que estas condições podem ter no espectáculo e, sobretudo, na integridade física dos jogadores.

A polémica em torno do MetLife Stadium reacende o debate sobre a escolha de estádios nos Estados Unidos, muitos deles projetados para o futebol americano e não para o futebol europeu, onde as exigências ao nível do relvado são incomparavelmente superiores. Com o Mundial a decorrer a alta velocidade e jogos decisivos prestes a serem disputados neste relvado, as equipas e adeptos aguardam por respostas concretas e, acima de tudo, por garantias de que a segurança dos jogadores não será posta em causa.

Enquanto isso, as atenções viram-se para os próximos jogos em relvados temporários, como o embate entre Escócia e Marrocos no Boston Stadium, outro palco que já teve problemas semelhantes reportados. À medida que os protestos dos jogadores ganham dimensão mediática, aumenta a pressão sobre os organizadores para corrigirem rapidamente as falhas identificadas pelos protagonistas do torneio.

Com a final do Mundial prevista para o MetLife Stadium, cresce a ansiedade sobre o que poderá acontecer se nada for feito. O risco de lesões, a quebra no ritmo de jogo e a possibilidade de resultados adulterados por factores extra-desportivos são inquietações legítimas. Os próximos dias serão decisivos para perceber se a FIFA e os responsáveis pela organização local conseguem responder ao desafio lançado por figuras como Rabiot e Vinícius Júnior, antes que o problema se transforme numa crise de proporções globais.

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