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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2026ENPT
TÉNIS · 5 min de leitura

Alcaraz e ex-nº1 mundial entre 11 baixas confirmadas para Wimbledon 2026

Espectadores sentados numa bancada de ténis, um deles de camisola preta com estampa, ao lado de outros com chapéus de palha da Wimbledon-style Gran Mutua.
Em resumo
  • Onze jogadores de topo já desistiram de Wimbledon 2026, incluindo Carlos Alcaraz, número dois mundial, e Veronika Kudermetova.
  • Alcaraz falhou a prova devido a uma lesão persistente no pulso direito sofrida em Abril, durante o Barcelona Open.
  • Musetti, Machac e Victoria Mboko também se retiraram, por lesões no quadricípite, pé esquerdo e joelho esquerdo, respectivamente.

Resumo gerado automaticamente a partir do artigo.

O quadro competitivo do Wimbledon 2026 sofreu um duro golpe antes mesmo do primeiro serviço: já são onze os jogadores de topo que abandonaram a prova, incluindo Carlos Alcaraz, actual número dois mundial, e a antiga top-10 Veronika Kudermetova. Este número elevado de desistências, a meros dias do arranque do mais prestigiado torneio de relva do mundo, lança uma sombra sobre a 139.ª edição do Grand Slam britânico.

O torneio tem início marcado para segunda-feira, 29 de Junho, nos lendários courts do All England Club, com a final masculina agendada para domingo, 12 de Julho. No entanto, a lista de baixas não pára de crescer: além de Alcaraz, já confirmaram ausência nomes como Lorenzo Musetti (número 15 do ranking ATP), Valentin Vacherot (20.º), Tomas Machac (42.º), Sebastian Korda (46.º) e Arthur Cazaux (81.º). No sector feminino, destacam-se as desistências de Victoria Mboko (número 9 WTA), Hailey Baptiste (30.ª), Varvara Gracheva (71.ª), Sonay Kartal (72.ª) e Veronika Kudermetova (86.ª).

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A ausência de Alcaraz, um dos grandes favoritos à vitória, deve-se a uma lesão persistente no pulso direito sofrida em Abril, durante o Barcelona Open. O espanhol, que já conquistou sete títulos do Grand Slam, revelou no mês passado: “A minha recuperação está a correr bem e sinto-me muito melhor, mas infelizmente ainda não estou pronto para competir. Por isso, vejo-me obrigado a desistir da temporada de relva em Queen’s e Wimbledon.” Esta decisão retira a Wimbledon uma das suas principais estrelas e baralha as contas para os adversários.

Lorenzo Musetti, também ele uma das grandes promessas do ténis mundial, foi outro dos nomes a anunciar a desistência esta semana devido a problemas no quadricípite. O italiano explicou nas redes sociais: “Infelizmente, ainda não consegui iniciar um programa completo de treino atlético e, após cuidadosa avaliação, chegámos à difícil conclusão de que não poderei participar em Wimbledon este ano. Não é uma decisão fácil, mas é a mais sensata. A minha prioridade é regressar ao court a 100%. Obrigado pelo apoio contínuo – até breve.” Tomas Machac, entretanto, revelou que a lesão no pé esquerdo continua a impedir o seu regresso: “Infelizmente, a rotura no meu pé esquerdo ainda não está curada o suficiente e tenho de desistir de Wimbledon. É um momento decepcionante, mas estou a fazer tudo para regressar na digressão americana este Verão.”

No sector feminino, o drama não é menor. Victoria Mboko, esperança canadiana de apenas 19 anos, viu-se forçada a abandonar após sofrer uma lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo, numa queda aparatosa no Queen’s Club Championships. “Infelizmente, a minha queda na quarta-feira causou uma lesão no MCL do joelho esquerdo, o que significa que vou perder o resto da época de relva”, partilhou a jovem no Instagram. “Isso inclui Wimbledon, um torneio que tanto ansiava disputar este ano. Estou a receber os melhores cuidados médicos e focada num regresso o mais breve possível.” Veronika Kudermetova, ex-número 9 mundial, continua sem competir em 2026 após uma cirurgia no final do ano passado.

Estas desistências forçam a organização a recorrer a substitutos imediatos. Jan Choinski entra no lugar de Alcaraz, Matteo Berrettini substitui Musetti, Sho Shimabukuro ocupa a vaga de Vacherot, Jesper de Jong entra por Machac, enquanto Alexandre Muller e Alex Molcan preenchem os lugares de Korda e Cazaux, respectivamente. No quadro feminino, Darja Vidmanova, Hanne Vandewinkel, Sinja Kraus, Paula Badosa e Francesca Jones são as novas caras a beneficiar destas ausências.

O impacto destas baixas é enorme, não só pela ausência de nomes sonantes, mas também pela oportunidade que abre a jogadores menos cotados de surpreenderem num dos palcos mais imponentes do desporto mundial. Para os favoritos que continuam em prova, o caminho até às rondas decisivas pode tornar-se menos espinhoso, mas a incerteza aumenta: será que veremos novas caras a brilhar em Wimbledon? Ou a pressão de um quadro menos previsível poderá provocar ainda mais surpresas?

Com o torneio prestes a começar, todas as atenções se voltam agora para quem irá aproveitar a ausência dos grandes nomes. A organização terá de gerir um dos quadros mais imprevisíveis dos últimos anos, enquanto os adeptos aguardam para saber quem irá escrever o seu nome na história sagrada do ténis em relva. Uma coisa é certa: Wimbledon 2026 promete drama, emoção e, acima de tudo, a eterna capacidade de surpreender o mundo do desporto.

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