Alcaraz e ex-nº1 mundial entre 11 baixas confirmadas para Wimbledon 2026

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O quadro competitivo do Wimbledon 2026 sofreu um duro golpe antes mesmo do primeiro serviço: já são onze os jogadores de topo que abandonaram a prova, incluindo Carlos Alcaraz, actual número dois mundial, e a antiga top-10 Veronika Kudermetova. Este número elevado de desistências, a meros dias do arranque do mais prestigiado torneio de relva do mundo, lança uma sombra sobre a 139.ª edição do Grand Slam britânico.

O torneio tem início marcado para segunda-feira, 29 de Junho, nos lendários courts do All England Club, com a final masculina agendada para domingo, 12 de Julho. No entanto, a lista de baixas não pára de crescer: além de Alcaraz, já confirmaram ausência nomes como Lorenzo Musetti (número 15 do ranking ATP), Valentin Vacherot (20.º), Tomas Machac (42.º), Sebastian Korda (46.º) e Arthur Cazaux (81.º). No sector feminino, destacam-se as desistências de Victoria Mboko (número 9 WTA), Hailey Baptiste (30.ª), Varvara Gracheva (71.ª), Sonay Kartal (72.ª) e Veronika Kudermetova (86.ª).

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A ausência de Alcaraz, um dos grandes favoritos à vitória, deve-se a uma lesão persistente no pulso direito sofrida em Abril, durante o Barcelona Open. O espanhol, que já conquistou sete títulos do Grand Slam, revelou no mês passado: “A minha recuperação está a correr bem e sinto-me muito melhor, mas infelizmente ainda não estou pronto para competir. Por isso, vejo-me obrigado a desistir da temporada de relva em Queen’s e Wimbledon.” Esta decisão retira a Wimbledon uma das suas principais estrelas e baralha as contas para os adversários.

Lorenzo Musetti, também ele uma das grandes promessas do ténis mundial, foi outro dos nomes a anunciar a desistência esta semana devido a problemas no quadricípite. O italiano explicou nas redes sociais: “Infelizmente, ainda não consegui iniciar um programa completo de treino atlético e, após cuidadosa avaliação, chegámos à difícil conclusão de que não poderei participar em Wimbledon este ano. Não é uma decisão fácil, mas é a mais sensata. A minha prioridade é regressar ao court a 100%. Obrigado pelo apoio contínuo – até breve.” Tomas Machac, entretanto, revelou que a lesão no pé esquerdo continua a impedir o seu regresso: “Infelizmente, a rotura no meu pé esquerdo ainda não está curada o suficiente e tenho de desistir de Wimbledon. É um momento decepcionante, mas estou a fazer tudo para regressar na digressão americana este Verão.”

No sector feminino, o drama não é menor. Victoria Mboko, esperança canadiana de apenas 19 anos, viu-se forçada a abandonar após sofrer uma lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo, numa queda aparatosa no Queen’s Club Championships. “Infelizmente, a minha queda na quarta-feira causou uma lesão no MCL do joelho esquerdo, o que significa que vou perder o resto da época de relva”, partilhou a jovem no Instagram. “Isso inclui Wimbledon, um torneio que tanto ansiava disputar este ano. Estou a receber os melhores cuidados médicos e focada num regresso o mais breve possível.” Veronika Kudermetova, ex-número 9 mundial, continua sem competir em 2026 após uma cirurgia no final do ano passado.

Estas desistências forçam a organização a recorrer a substitutos imediatos. Jan Choinski entra no lugar de Alcaraz, Matteo Berrettini substitui Musetti, Sho Shimabukuro ocupa a vaga de Vacherot, Jesper de Jong entra por Machac, enquanto Alexandre Muller e Alex Molcan preenchem os lugares de Korda e Cazaux, respectivamente. No quadro feminino, Darja Vidmanova, Hanne Vandewinkel, Sinja Kraus, Paula Badosa e Francesca Jones são as novas caras a beneficiar destas ausências.

O impacto destas baixas é enorme, não só pela ausência de nomes sonantes, mas também pela oportunidade que abre a jogadores menos cotados de surpreenderem num dos palcos mais imponentes do desporto mundial. Para os favoritos que continuam em prova, o caminho até às rondas decisivas pode tornar-se menos espinhoso, mas a incerteza aumenta: será que veremos novas caras a brilhar em Wimbledon? Ou a pressão de um quadro menos previsível poderá provocar ainda mais surpresas?

Com o torneio prestes a começar, todas as atenções se voltam agora para quem irá aproveitar a ausência dos grandes nomes. A organização terá de gerir um dos quadros mais imprevisíveis dos últimos anos, enquanto os adeptos aguardam para saber quem irá escrever o seu nome na história sagrada do ténis em relva. Uma coisa é certa: Wimbledon 2026 promete drama, emoção e, acima de tudo, a eterna capacidade de surpreender o mundo do desporto.

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