Uma reviravolta explosiva acaba de marcar o futuro de Achraf Hakimi: o lateral internacional marroquino do Paris Saint-Germain vai mesmo sentar-se no banco dos réus em França, depois de o seu recurso ter sido chumbado pelo Tribunal de Versalhes. Três anos após a denúncia de uma jovem de 24 anos, a justiça francesa decidiu avançar para julgamento, rejeitando o pedido de arquivamento apresentado pelo defesa-direito que representa Marrocos no Mundial’2026.
Hakimi, de 25 anos, foi formalmente informado esta semana de que terá de responder em tribunal à acusação de violação. O caso remonta a 2023, quando uma mulher apresentou-se numa esquadra em Paris, alegando ter sido sexualmente abusada pelo futebolista. Segundo a denúncia, a jovem teria sido convidada para a residência de Hakimi após uma troca de mensagens nas redes sociais. A acusação sustenta que o jogador do PSG tentou beijá-la e manteve relações sexuais sem o seu consentimento, apesar de não ter sido feita uma queixa formal na altura.

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO
A tentativa de arquivamento por parte de Hakimi foi prontamente rejeitada pelos juízes franceses, que consideraram existirem indícios suficientes para levar o caso a julgamento. Esta decisão surge numa altura delicada para o atleta, que continua a ser figura-chave na selecção marroquina e um dos jogadores mais valiosos do plantel do PSG. O impacto desta acusação não se faz sentir apenas nos relvados, mas também na reputação pública do jogador e na estabilidade do clube parisiense, onde se fala já de possíveis repercussões desportivas e até comerciais.
No rescaldo da decisão judicial, as reacções das partes envolvidas não se fizeram esperar. Fanny Colin, advogada de Hakimi, sublinhou o que considera uma injustiça flagrante: “A quantidade de elementos favoráveis ao acusado revelados pela investigação e pela instrução judicial teria, em qualquer outro caso, levado ao arquivamento do processo. Hakimi aguarda julgamento para finalmente se poder pronunciar publicamente sobre a acusação falsa de que é alvo”, declarou, numa nota em que reitera a total inocência do internacional marroquino.
Por outro lado, Rachel Pardo, advogada da suposta vítima, expressou satisfação pela decisão do tribunal, frisando o sofrimento vivido pela sua cliente ao longo destes anos: “Depois de mais de três anos de batalha judicial, depois de ter sido caluniada e difamada pela defesa de Achraf Hakimi, esta decisão traz à minha cliente alívio e esperança”, afirmou, salientando o impacto emocional e mediático do caso na vida da jovem.
Os próximos meses prometem ser decisivos, não só para Hakimi, como também para o PSG e para a selecção de Marrocos, que arrisca perder uma das suas principais referências no Mundial’2026, dependendo do desfecho judicial. Em França, a expectativa é enorme em torno do julgamento, que poderá estabelecer um precedente relevante para casos de alegada violência sexual envolvendo figuras públicas do desporto. No seio do PSG, o ambiente é de tensão e cautela, com a direcção a ponderar a melhor forma de gerir a situação, tanto ao nível da comunicação, como das suas relações com patrocinadores e adeptos.
A pressão mediática sobre Hakimi deverá aumentar significativamente, à medida que o julgamento se aproxima, com a opinião pública dividida e os debates sobre a responsabilidade das estrelas desportivas a reacenderem-se. A defesa do marroquino garante que irá apresentar provas que refutam categoricamente as acusações, enquanto a acusação promete não deixar passar em claro qualquer tentativa de descredibilização da vítima.
Enquanto o processo se desenrola nos tribunais franceses, a carreira de Hakimi fica envolta numa nuvem de incerteza. O jogador poderá ver o seu futuro em Paris e na selecção marroquina comprometido, dependendo do veredicto final. Para já, o mundo do futebol e a sociedade francesa mantêm os olhos postos neste caso, cujo desfecho poderá ter consequências profundas para o desporto e para o debate público sobre justiça, fama e responsabilidade.
AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI
