Hakimi vai a julgamento após tribunal rejeitar recurso por violação

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Achraf Hakimi vai mesmo sentar-se no banco dos réus, depois de ver o seu último recurso legal chumbado pelo Tribunal de Recurso de Versalhes. O internacional marroquino do Paris Saint-Germain, figura central tanto no seu clube como na selecção, ficou a saber esta sexta-feira que terá de responder em julgamento pela acusação de violação que paira sobre si desde 2023. A decisão judicial, que muitos consideravam improvável face à notoriedade e ao poder mediático do jogador, apanhou de surpresa adeptos, comentadores e até elementos do próprio plantel do PSG.

Os factos remontam a 25 de Fevereiro de 2023, nos subúrbios de Paris, quando uma mulher de 24 anos denunciou alegadamente ter sido violada por Hakimi na residência do futebolista. Desde então, o lateral sempre negou categoricamente todas as acusações, mantendo-se em silêncio público até à decisão agora anunciada. O tribunal francês, contudo, considerou insuficientes os argumentos apresentados pela defesa e rejeitou o recurso que pretendia evitar o julgamento, dando assim luz verde ao processo judicial que poderá abalar não só a carreira, mas também a imagem global do atleta.

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Esta notícia agita intensamente o universo do futebol internacional, sobretudo numa altura em que Hakimi se encontra concentrado com a selecção de Marrocos, envolvida nos jogos de qualificação para o Mundial 2026. O julgamento iminente traz consequências directas para o PSG, que vê um dos seus titulares indiscutíveis envolvido num escândalo de proporções mediáticas. Acresce a pressão sobre o balneário parisiense, já de si sujeito ao escrutínio constante da imprensa e dos adeptos. Para a federação marroquina, a situação é igualmente sensível, podendo até ter implicações na convocatória de Hakimi para futuros compromissos internacionais, dependendo do desenrolar do processo.

Logo após conhecer a decisão do tribunal, Hakimi rompeu o silêncio e recorreu às redes sociais para expressar o seu desalento e indignação. O jogador escreveu no ‘X’ (antigo Twitter): “A justiça olhou-me nos olhos e disse-me: ‘Se não fosse conhecido, nunca teria havido caso’. Escolhi calar-me durante anos. Pensei que manter a dignidade, ser paciente e confiar na justiça permitiria que fossem tomadas as decisões acertadas.” Numa segunda publicação, insistiu: “Hoje, é contada uma história que não é a minha, em detrimento da minha família, da minha vida e, acima de tudo, da verdade. Às vezes, tenho a sensação de que me tornei um alvo fácil. Espero por este julgamento desde o primeiro dia. E, a partir de agora, espero por ele com impaciência. Finalmente, poderei falar.” Estas declarações, marcadas por um tom de frustração e desafio, parecem revelar a tensão acumulada ao longo do processo e a vontade do atleta de ver esclarecida a situação.

Recorde-se que, ao longo do último ano, o caso tem sido acompanhado de perto tanto pela comunicação social francesa como internacional, com várias reacções de figuras próximas do jogador. Um amigo do lateral revelou recentemente que Hakimi “se sente enganado” após a acusação, enquanto a mulher do futebolista também quebrou o silêncio, sublinhando o impacto devastador que todo este processo teve na vida familiar. O próprio Hakimi, em declarações anteriores, já tinha alertado para o facto de, “no mundo do futebol, haver muita gente que se aproveita de nós”, numa clara alusão ao risco de figuras públicas se tornarem alvos de acusações graves.

O julgamento de Achraf Hakimi promete ser um dos processos mais mediáticos dos últimos anos no universo desportivo, com potencial para criar ondas de choque no futebol europeu e mundial. O PSG terá agora de avaliar cuidadosamente a gestão do plantel e a exposição mediática do caso, podendo mesmo ser forçado a tomar decisões drásticas caso surjam novas revelações. Por seu lado, a selecção de Marrocos vive dias de incerteza quanto à disponibilidade do lateral para os próximos compromissos, numa altura crucial da qualificação para o Mundial.

Nos próximos meses, todas as atenções estarão centradas no tribunal francês, onde Hakimi, finalmente, poderá apresentar a sua versão dos factos perante a justiça. Entretanto, o futebolista mantém-se em actividade, mas a pressão sobre a sua carreira e reputação nunca foi tão intensa. O desfecho deste caso marcará, sem dúvida, não só o futuro de Hakimi, mas também a forma como o futebol lida com acusações deste calibre, num contexto em que a transparência e a justiça se tornaram palavras de ordem incontornáveis.

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