Alexander Zverev escreveu mais uma página de ouro no ténis mundial ao garantir um lugar nas meias-finais do ATP 500 de Halle e, com isso, juntar-se ao exclusivo clube dos jogadores que atingiram pelo menos seis vezes esta fase do torneio alemão. A vitória foi arrancada a ferros diante de um surpreendente Raphael Collignon, num duelo marcado por nervos de aço e dois tie-breaks de cortar a respiração. Zverev, que tinha tudo a perder perante a pressão de jogar no seu país, demonstrou porque é considerado um dos melhores do mundo, ao superar o belga por 7-6(10), 7-6(2) e carimbar passaporte para mais uma meia-final em relva.
O encontro decorreu esta sexta-feira, no prestigiado relvado de Halle, onde o actual campeão de Roland Garros teve de suar para eliminar Collignon. O belga entrou destemido, salvando de forma impressionante duas bolas de break logo no início do jogo, o que prometia uma batalha equilibrada. No primeiro set, o público foi brindado com um tie-break absolutamente dramático: Zverev esteve a um passo do abismo, anulando três set points antes de fechar a contenda por 12-10. O segundo parcial seguiu a mesma toada, com Collignon a criar a única oportunidade de quebra, mas sem conseguir capitalizá-la. No tie-break final, Zverev mostrou a sua experiência e esmagou o adversário por 7-2, selando a vitória e o estatuto de quarto tenista a atingir pelo menos seis meias-finais em Halle, ao lado de lendas como Federer (15), Kafelnikov (7) e Kohlschreiber (6).

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Este feito tem um impacto significativo no panorama do ténis actual e reforça o domínio do alemão em relva, palco onde só as maiores lendas conseguiram marcar presença de forma tão recorrente nas fases decisivas. Zverev mantém-se assim na rota dos favoritos, enquanto Collignon, apesar da derrota, sai deste torneio com o estatuto elevado e a sensação de ter dado luta ao campeão de Paris. Para Zverev, o próximo obstáculo será Taylor Fritz, adversário que tem sido uma autêntica “besta negra”: o norte-americano venceu nove dos catorze confrontos diretos, incluindo incríveis seis triunfos consecutivos desde Wimbledon 2024.
No rescaldo do encontro, Alexander Zverev confessou a dureza do embate diante de Collignon: “Foi um desafio enorme, ele obrigou-me a dar o máximo em todos os pontos. Aqueles três set points que salvei fizeram toda a diferença. Estou orgulhoso da minha exibição e ansioso pelo confronto com Fritz”, afirmou o tenista alemão, ainda em campo, visivelmente exausto mas determinado. Também Fritz teve de passar por um verdadeiro teste de resistência, eliminado Ben Shelton numa maratona de três horas onde salvou um match point e venceu por 6-7(5), 7-6(8), 7-6(3). Após o jogo, Fritz destacou: “Sabia que tinha de ser muito forte mentalmente. O Shelton esteve a um ponto de fechar, mas consegui manter a calma e virar o encontro”.
A jornada em Halle ficou ainda marcada pela eliminação de Daniil Medvedev, número cinco do ranking mundial, aos pés do alemão Daniel Altmaier, que triunfou após três sets intensos: 6-4, 6-7(6), 6-4. Altmaier demonstrou frieza nos momentos decisivos, especialmente depois de desperdiçar a oportunidade de servir para o jogo, acabando por selar a vitória com um brilhante passing shot no terceiro match point. No ATP 500 do Queen’s, Alex de Minaur sofreu um desaire inesperado perante Brandon Nakashima, caindo por 7-5, 6-3. Já Francisco Cerundolo garantiu o acesso à meia-final após superar o britânico Arthur Fery numa batalha de duas horas e 37 minutos, com parciais de 7-6(1), 3-6, 6-4.
Com estas movimentações, as meias-finais de Halle prometem emoções fortes. Zverev terá pela frente um Fritz motivado e em clara ascensão, enquanto Altmaier poderá surpreender tudo e todos. Com Federer fora do circuito, o ténis em relva procura um novo rei, e este torneio poderá ser decisivo para perceber se Zverev está pronto para assumir esse trono. Por outro lado, os desaires de Medvedev e de Minaur deixam a competição ainda mais aberta, com a possibilidade de vermos novas caras no topo dos grandes torneios de preparação para Wimbledon. Os próximos dias serão decisivos e, se o nível de dramatismo e qualidade destes quartas-de-final for mantido, ninguém vai querer perder o desenrolar desta história.
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