Dustin Johnson desfez por completo as suas hipóteses de continuar em prova no US Open com um descalabro absoluto no bunker do buraco 15 em Shinnecock Hills. O norte-americano, que parecia estar em posição favorável para passar o cut, protagonizou um momento desastroso que o afastou dos lugares de apuramento e deixou os adeptos incrédulos perante a reviravolta negativa.
À entrada do buraco 15, Johnson encontrava-se com um resultado total de par, a precisar apenas de manter a compostura para garantir a presença nos dois dias finais do torneio em Nova Iorque. No entanto, tudo mudou de forma abrupta quando se viu encurralado num dos temidos bunkers de Shinnecock Hills — conhecidos pela sua dificuldade e pelo historial de arruinar voltas até dos mais experientes. O primeiro shot de Johnson saiu mal medido, embatendo na encosta à frente do green e regressando ao bunker, aumentando a pressão sobre o antigo número um do mundo. Ainda com esperança de salvar o buraco e evitar danos maiores, Johnson arriscou um segundo shot agressivo, mas acabou por enviar a bola demasiado longe, ultrapassando o green e complicando ainda mais a recuperação.

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O resultado foi um pesadelo para Johnson: terminou a segunda ronda com um acumulado de sete acima do par, o que o coloca três acima do par total após dois dias de competição. Num torneio onde o cut provisório está fixado em +2, a prestação do californiano deixa-o praticamente afastado das contas, num dos maiores colapsos recentes de um favorito à vitória.
Este episódio sublinha o quão implacável pode ser o percurso de Shinnecock Hills, que já fez vítimas entre os melhores golfistas do mundo ao longo dos anos. Recorde-se que até Scottie Scheffler, actual líder do ranking mundial, tem sentido dificuldades nestes greens traiçoeiros, o que reforça a aura de desafio extremo proporcionada pelo campo nova-iorquino. Para Johnson, este desastre representa mais um capítulo de frustração num major que teima em escapar-lhe, aumentando a pressão mediática sobre as suas prestações em grandes palcos.
Após a ronda fatídica, Johnson mostrou-se resignado com o desfecho: “Fiz tudo para sair dali com o menor dano possível, mas às vezes o golfe não perdoa. O bunker do 15 foi simplesmente brutal”, confessou o golfista aos jornalistas à saída do green, visivelmente abatido. “Tentei manter a concentração, mas depois do segundo shot sabia que as hipóteses estavam praticamente perdidas”, acrescentou, reconhecendo que a luta pelo corte estava comprometida.
Para os restantes candidatos ao título, este colapso de uma das principais figuras do torneio serve de aviso: qualquer erro pode ser fatal, especialmente num palco que já provou ser um dos mais desafiantes do circuito. Rory McIlroy, vencedor do último Masters, mantém-se entre os favoritos, jogando de forma consistente e sem grandes oscilações, enquanto Wyndham Clark lidera a classificação com um impressionante resultado de -7, demonstrando uma frescura competitiva que pode ser decisiva nas rondas decisivas.
Com ainda muito golfe por disputar e vários nomes sonantes na luta pelo troféu, a eliminação precoce de Johnson reconfigura o equilíbrio de forças, abrindo espaço para surpresas e reforçando a incerteza quanto ao próximo campeão do US Open. Os próximos dias prometem emoção máxima, com todos os olhos postos em Shinnecock Hills para perceber quem conseguirá resistir ao teste derradeiro deste mítico campo.
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