Wyndham Clark avisado por oficiais devido à lentidão no U.S. Open

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Wyndham Clark esteve a um passo de igualar o recorde do campo de Shinnecock, com um impressionante 64 (-6), mas a manhã de sexta-feira ficou marcada por uma polémica inesperada: o grupo do norte-americano foi oficialmente advertido pelo ritmo lento de jogo, reacendendo o debate sobre a lentidão no golfe de elite. A USGA interveio de forma inequívoca no U.S. Open, exigindo que Clark, Dustin Johnson e Gary Woodland acelerassem, depois de se atrasarem cinco minutos em relação ao horário estipulado – um episódio que deixou muitos adeptos e jogadores atentos ao futuro imediato da prova.

Clark, campeão em título, destacou-se na primeira volta com uma exibição sólida, terminando apenas um golpe atrás do recorde de Tommy Fleetwood. No entanto, durante a ronda de sexta-feira, a sua formação foi chamada à atenção por John Wood, antigo caddie e agora comentador, que relatou em directo: “Os oficiais da USGA disseram-lhes para aumentarem o ritmo no nono buraco, pois estavam cinco minutos atrasados. Pediram-lhes que acelerassem e já estavam a recuperar tempo.” O aviso coincidiu com o primeiro bogey do dia de Clark, enquanto Woodland assinou um birdie e Johnson garantiu o par. O incidente não gerou protestos, ao contrário do que sucedeu recentemente noutros torneios, mas evidenciou que a pressão sobre o ritmo de jogo está a aumentar.

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A USGA tem sido cada vez mais inflexível na luta contra o jogo lento, tema quente nos circuitos internacionais. Este ano, a entidade máxima do golfe norte-americano associou-se à T-Mobile para estrear tecnologia que permite decisões em tempo real, reduzindo drasticamente as demoras e trazendo maior rigor à aplicação das regras. No U.S. Women’s Open, por exemplo, introduziu-se uma política inovadora: cada jogadora dispõe de 40 segundos para executar o seu golpe após chegar a vez, com penalizações progressivas – desde perda de pancadas até possível desqualificação, caso o atraso persista. Não está ainda confirmado se a mesma política está integralmente implementada em Shinnecock, mas a advertência a Clark e companhia deixa claro que não haverá complacência.

O contexto não podia ser mais sensível: a USGA quer evitar a todo o custo que a segunda ronda transborde para o chamado “moving day”, agudizando a pressão sobre os jogadores. Recorde-se que, há apenas um mês, o grupo de Justin Thomas foi também advertido por jogo lento no PGA Championship de 2025. Na altura, Thomas defendeu-se dizendo: “Não estávamos a atrasar o grupo de trás. Recuperámos logo no buraco seguinte, mas as condições em Aronimink exigiam mais ponderação.” O caso reacendeu o debate, agora replicado em Shinnecock, sobre até que ponto as condições de campo justificam um ritmo mais pausado – e se a aplicação da regra deve ser mais flexível.

Clark, por seu lado, sentiu o peso do momento ao falhar um putt de birdie de 14 metros no nono e, em seguida, errar um putt de par de apenas um metro, sofrendo um bogey que reduziu a sua vantagem. Apesar disso, reagiu com dois birdies nos buracos 12 e 13, recuperando a liderança com quatro pancadas de vantagem. Dustin Johnson, conhecido pelo seu jogo rápido, mas também pela minúcia na leitura dos greens ao lado do irmão-caddie Austin, sofreu uma manhã para esquecer: depois de um duplo bogey no 11, somou dois bogeys consecutivos e um catastrófico quádruplo bogey no 15, caindo para o 55º lugar. Woodland, por seu turno, não foi além do 12º posto, continuando afastado do top-20 em Majors desde 2023.

Quinta-feira ficou marcada pelo ritmo frenético – Johnson encadeou quatro birdies consecutivos e Clark brilhou com uma sequência birdie-birdie-eagle antes do cair da noite. No entanto, sexta-feira trouxe um ambiente mais tenso e um ritmo forçosamente mais lento, sob o olhar atento dos oficiais.

Neste momento, Clark mantém-se firme na liderança, mas a advertência pública deixa claro que a USGA não hesitará em aplicar penalizações caso o ritmo volte a abrandar. Com a paisagem competitiva a aquecer e as regras cada vez mais apertadas, antevê-se um fim-de-semana de emoções fortes, onde cada segundo poderá fazer a diferença entre a glória e a desilusão. A luta contra o jogo lento promete continuar a agitar o panorama do golfe mundial e poderá até ditar o desfecho deste U.S. Open histórico.

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