Ecuador busca recuperação decisiva frente a Curaçau no mundial

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O Equador entra para o segundo jogo do Grupo E do Mundial sob enorme pressão, depois de ter visto o sonho de arrancar com uma vitória escapar-lhe nos minutos finais frente à Costa do Marfim. Um golo sofrido ao cair do pano, depois de várias oportunidades desperdiçadas e bolas nos ferros, deixou a equipa sul-americana a precisar urgentemente de um triunfo diante da estreante e surpreendente selecção de Curaçau, a mais pequena nação alguma vez presente numa fase final do Campeonato do Mundo.

O encontro realiza-se no domingo, com início marcado para a 1:00 da manhã (hora do Reino Unido), sendo transmitido em directo na BBC One, BBC iPlayer e BBC Sport online, prometendo emoções fortes e um ambiente de tudo ou nada para ambas as selecções. O Equador, orientado por Sebastián Beccacece, caiu aos pés de um inspirado Amad Diallo, que marcou o único golo do jogo para a Costa do Marfim já no minuto 90, deixando La Tri sem margem de erro neste embate. Por seu lado, Curaçau estreou-se a fazer história, com Livano Comenencia a assinar o primeiro golo do país em fases finais, igualando temporariamente o jogo frente à Alemanha antes de sucumbir por 7-1 perante o poderio germânico.

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A importância deste jogo não podia ser maior: quem perder, arrisca-se a fazer as malas mais cedo, a menos que a Alemanha vença a Costa do Marfim, o que poderia ainda baralhar as contas do grupo. O Equador procura a primeira vitória no Mundial desde que bateu o Qatar no jogo inaugural do torneio de 2022, somando desde então três jogos consecutivos sem vencer (um empate, duas derrotas). O histórico recente frente a adversários da CONCACAF, porém, é animador para a formação de Beccacece, que não perde há 13 jogos com equipas desta zona (sete vitórias, seis empates), tendo a última derrota acontecido frente ao México em 2019.

No entanto, os fantasmas da ineficácia ofensiva continuam a pairar sobre La Tri. O próprio Beccacece reconheceu, após o desaire com a Costa do Marfim, que a ansiedade se apoderou da equipa após um arranque em falso: “Quando não começas como querias, aparece a ansiedade”, admitiu o treinador, frisando, contudo, a necessidade de virar a página. “Agora precisamos de mais convicção do que nunca, mais crença do que nunca, mais confiança do que nunca”, apelou Beccacece, consciente de que um novo deslize pode ser fatal para as aspirações equatorianas.

Pela frente estará uma selecção de Curaçau que, apesar da pesada derrota com a Alemanha, não perdeu o orgulho nem a ambição de fazer história. Dick Advocaat, experiente técnico dos insulares, sublinhou após o apito final: “Precisamos de transformar isto num torneio bonito”, afirmou, mostrando-se crente na capacidade de surpreender. “Podemos ter uma surpresa no segundo e terceiro jogo. No fim, vamos ficar felizes por termos feito parte do maior torneio de futebol do mundo”, garantiu Advocaat, deixando no ar a promessa de uma reacção positiva face à estreia histórica, mas dolorosa.

Do ponto de vista táctico, espera-se que o Equador alinhe com Galíndez na baliza, apoiado por Franco, Pacho, Ordoñez e Hincapié na defesa. O meio-campo deverá contar com Yeboah, Caicedo, Vite e Angulo, ficando Valencia e Plata encarregues de furar a muralha de Curaçau. Do lado dos caribenhos, Room será o último reduto defensivo, com Floranus, Bazoer, Obispo e Fonville a comporem a linha defensiva. Comenencia, Leandro Bacuna e Juninho Bacuna formarão o motor do meio-campo, enquanto Chong, Locadia e Hansen tentarão aproveitar qualquer deslize equatoriano para fazer estragos.

As estatísticas não deixam margem para dúvidas quanto ao favoritismo do Equador, mas a pressão pode jogar a favor dos homens de Advocaat, que já provaram ser capazes de surpreender adversários teoricamente superiores. Com ambas as equipas a chegarem a este desafio sem baixas após os jogos inaugurais, tudo aponta para um duelo intenso, onde a eficácia será determinante.

O prognóstico dos analistas é claro: depois de desperdiçar várias oportunidades frente à Costa do Marfim, o Equador deverá finalmente acertar com a baliza e impor a lei do mais forte. A previsão aponta para um resultado expressivo – 4-0 para La Tri –, mas o futebol tem o hábito de pregar partidas, e Curaçau já demonstrou não estar apenas para fazer número nesta fase final.

O desfecho deste confronto poderá definir o rumo do Grupo E e reconfigurar as expectativas para os jogos seguintes. Caso o Equador confirme o favoritismo, ficará na luta pelo apuramento, enquanto Curaçau tentará ainda a proeza de somar pontos inéditos no seu historial. O mundo do futebol estará atento para ver se se cumpre a lógica ou se a magia do Mundial volta a surpreender.

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