A estreia de Michael Carrick como treinador principal do Manchester United promete agitar por completo a Premier League em 2026/27, depois de uma reviravolta surpreendente que devolveu a equipa de Old Trafford à Liga dos Campeões. A época arranca já a 22 de Agosto, com os red devils a deslocarem-se ao terreno do Hull City, e não há margem para deslizes: o calendário inicial, recheado de adversários recém-promovidos e clássicos de alto risco, pode ser decisivo para as ambições de Carrick.
Carrick, que assumiu o leme em Janeiro passado após a saída de Rúben Amorim, conseguiu transformar o caos num êxito inesperado, levando o United ao 3.º lugar da Premier League e garantindo o regresso à elite europeia. A nova época começa com embates teoricamente acessíveis: Hull City fora e Ipswich Town em casa, antes de uma visita sempre complicada a Goodison Park para defrontar o Everton. Mas é logo à quarta jornada, a 12 de Setembro, que chega o primeiro grande teste: o dérbi de Manchester, em Old Trafford, diante do rival City. Entre estas datas, há ainda deslocações a Fulham e encontros frente a equipas que, historicamente, costumam ser talismã para o United.

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O impacto desta nova era é óbvio: depois de uma temporada com apenas 40 jogos oficiais, devido à ausência de competições europeias e eliminações precoces nas taças, o plantel enfrenta agora o desafio de conjugar a intensidade da Premier League com as exigências da Liga dos Campeões. O arranque favorável pode ser fundamental para consolidar a confiança de uma equipa ainda em reconstrução e para alimentar as esperanças dos adeptos em voltar aos títulos.
O calendário reserva ainda outros duelos de cortar a respiração. O primeiro embate com o Liverpool, a mais lendária rivalidade do futebol inglês, está agendado para 21 de Novembro, em Anfield, com a segunda mão em Old Trafford a 23 de Janeiro. Carrick deixou claro, após o sorteio, que a equipa está pronta para os grandes desafios: “Sabemos que o nosso percurso até aqui foi difícil, mas este grupo já mostrou do que é capaz contra os melhores. Vamos encarar cada jogo como uma final”, afirmou o técnico inglês, em declarações à imprensa na apresentação do calendário. Recorde-se que, na sua estreia no comando, Carrick venceu o City por 2-0, mostrando logo ao que vinha.
Além disso, os duelos com o Arsenal mantêm-se como um dos pontos altos do calendário: a 19 de Dezembro, o United visita o Emirates, antes de receber os gunners a 27 de Fevereiro. O sempre imprevisível confronto com o Chelsea acontece fora a 31 de Outubro e em casa a 6 de Fevereiro, enquanto a reta final da temporada parece, em teoria, mais acessível – dos últimos oito jogos, apenas o Bournemouth terminou na primeira metade da tabela em 2025/26.
O sprint final, após a última pausa internacional, inclui receções a Hull e Fulham, deslocações a Ipswich e Coventry, e o fecho da temporada em casa, perante os adeptos, frente ao Fulham, a 30 de Maio. Os analistas consideram que este alinhamento pode facilitar uma arrancada final rumo aos lugares cimeiros, caso o United mantenha a consistência revelada sob o comando de Carrick.
Olhando para a dimensão do desafio, a expectativa é enorme: a massa adepta exige não só resultados imediatos, mas também futebol de qualidade e uma campanha europeia digna do passado glorioso do clube. Carrick terá de gerir o desgaste físico e emocional de um plantel que, apesar dos reforços previstos, ainda procura a identidade definitiva. O próprio treinador reconhece que “a pressão é constante neste clube, mas é esse o nosso ADN: queremos disputar todos os troféus até ao fim”.
O que está em jogo é muito mais do que a classificação: está em causa o regresso do United ao topo do futebol inglês e europeu, o prestígio de Carrick como timoneiro de uma nova geração e a resposta a rivais como Arsenal, Chelsea, Liverpool e City, todos com calendários considerados mais exigentes. Com um arranque promissor e uma reta final teoricamente favorável, o Manchester United tem tudo para transformar a próxima temporada num verdadeiro regresso à glória – ou, pelo contrário, para agravar as dores de crescimento de um gigante que não pode voltar a adormecer.
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