Rúben Amorim chegou a Milão com ordens claras: revolucionar completamente o sector ofensivo de uma das equipas mais icónicas da Serie A. A iminente remodelação do plantel do Milan promete ser uma das mais drásticas dos últimos anos, com várias estrelas prestes a abandonar San Siro e o novo treinador português a enfrentar um verdadeiro quebra-cabeças quando o mercado de transferências abrir em Julho. O adeus de Luka Modric já está praticamente consumado e outras figuras de alto calibre também estão com pé e meio fora, numa autêntica limpeza de balneário digna de manchete.
A saída de Modric, que se despediu dos “rossoneri” antes de seguir para a América do Norte onde vai capitanear a Croácia no Mundial 2026, marca o fim de uma era. O médio, vencedor da Bola de Ouro em 2018, junta-se à lista de jogadores prestes a abandonar Milão, onde também figuram Adrien Rabiot e Youssouf Fofana. Massimiliano Allegri, agora ao serviço do Nápoles, já demonstrou interesse em resgatar Rabiot, enquanto Fofana deverá sair após uma época abaixo das expectativas. No sector ofensivo, o futuro de Rafael Leão permanece envolto em incerteza, tal como o de Christian Pulisic, que atravessou uma segunda metade de temporada bastante cinzenta, e Christopher Nkunku, cuja estreia em Itália ficou muito aquém do esperado. Santiago Gimenez, outro nome sonante, está também na calha para sair, após uma época absolutamente desastrosa.

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Esta autêntica revolução importa não só pelo impacto imediato no rendimento do Milan como pelas consequências directas na luta pela Champions League. Depois de uma época decepcionante, em que o clube ficou fora dos lugares de acesso à Liga dos Campeões, a pressão é máxima para devolver a glória ao emblema milanês. Com Amorim ao leme, espera-se uma identidade de jogo renovada, mas tudo depende das peças que ficarão disponíveis para o treinador português construir o seu projecto.
No que diz respeito a Rafael Leão, a novela promete arrastar-se por mais algumas semanas. O extremo português, cobiçado por vários clubes de topo da Premier League, está a um pequeno passo de terminar uma ligação de sete anos ao Milan. No entanto, segundo avançou o Calciomercato, Amorim planeia uma reunião cara-a-cara com Leão após o Mundial, na esperança de o convencer a permanecer em San Siro. O próprio Leão, após uma temporada frustrante sob Allegri e a não qualificação para a Champions, lançou recentemente uma mensagem enigmática sobre o seu futuro, deixando os adeptos em suspenso. Apesar do rendimento aquém das expectativas, o avançado continua a ser um dos jogadores mais valorizados da Europa, e Amorim acredita que pode relançar a carreira do compatriota e fazer dele o pilar do novo ataque do Milan.
Na frente de ataque, a falta de um goleador nato foi fatal para as aspirações milanesas. Milan foi a equipa do top-6 da Serie A com menos golos marcados — apenas 53 — o que expôs a necessidade gritante de um novo “número 9”. Santiago Gimenez, contratado ao Feyenoord, não convenceu e deverá ser colocado no mercado, abrindo espaço para um reforço de peso. Robert Lewandowski chegou a ser apontado como alvo, mas ao que tudo indica o polaco deverá rumar à MLS, tendo já um acordo com o Chicago Fire. Sem Lewandowski, o foco passou para Nicolò Zaniolo, recém-transferido em definitivo para a Udinese, mas espera-se que Zaniolo não seja a solução milagrosa, dado o seu registo modesto de cinco golos em 32 jogos na última temporada. Francisco Camarda, regressado de empréstimo ao Lecce, poderá também ter um papel mais relevante no novo ciclo.
O dossiê Pulisic promete ser outro drama de Verão. O norte-americano, uma das figuras mais queridas dos adeptos desde que chegou do Chelsea em 2023, não marca desde Dezembro de 2025. A quebra de rendimento e alguns falhanços inexplicáveis custaram pontos preciosos ao Milan e levantaram dúvidas sobre a continuidade do extremo, que entra no último ano de contrato. Com o interesse de clubes como Liverpool e Tottenham, esta poderá ser a última oportunidade para o Milan encaixar uma verba significativa com a sua venda. Pulisic está actualmente ao serviço da selecção dos EUA no Mundial, mas não esconde que “o futuro está em aberto” — palavras proferidas pelo próprio após o último encontro da fase de grupos.
Quanto a Christopher Nkunku, o francês poderá estar de regresso ao futebol inglês apenas um ano depois de deixar Stamford Bridge. Xabi Alonso, recém-nomeado treinador do Chelsea, já terá discutido internamente a possibilidade do regresso de Nkunku, embora fontes próximas do clube recomendem cautela. Por outro lado, uma transferência para a Roma parece mais plausível, dado que os “giallorossi” estão novamente na Champions e procuram reforçar o ataque.
Com o mercado prestes a explodir, o Milan prepara-se para uma das remodelações mais profundas da sua história recente. Amorim terá de ser rápido e astuto nas decisões, sob pena de ver a concorrência disparar ainda mais. Os próximos meses serão decisivos para perceber se o clube milanês vai finalmente reencontrar o caminho do sucesso ou se continuará mergulhado na mediocridade que marcou a última época. A pressão está toda do lado de Amorim, que tem agora a oportunidade — e o desafio — de escrever uma nova página na história do Milan.
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