Jon Rahm quebra jejum de 22 anos com ronda sem bogeys no U.S. Open

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Jon Rahm destruiu uma das mais longas e impressionantes sequências do golfe mundial ao concluir uma volta sem bogeys no U.S. Open disputado em Shinnecock Hills, algo que não acontecia há mais de duas décadas. O espanhol rubricou uma exibição de absoluta solidez e frieza, tornando-se o primeiro jogador em 22 anos a terminar uma ronda neste mítico campo nova-iorquino sem registar qualquer falha no cartão, proeza que apanhou o universo do golfe de surpresa e reacendeu o debate sobre o nível de dificuldade do percurso norte-americano.

O feito foi consumado esta sexta-feira, quando Rahm, após o adiamento do dia anterior devido à falta de luz natural, regressou ao green para completar os cinco buracos finais em par, consolidando o resultado de duas pancadas abaixo do par (-2) com que tinha terminado a jornada de quinta-feira. Ainda que tenha ficado quatro pancadas atrás do líder Wyndham Clark, Rahm foi o único entre os 156 jogadores em competição a registar uma volta imaculada, sem qualquer bogey. Este desempenho ganha ainda mais relevo tendo em conta que, desde a segunda ronda de 2004, mais de 700 voltas foram registadas em Shinnecock Hills sem que ninguém conseguisse evitar os temidos bogeys.

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Os números falam por si: nas últimas seis edições do U.S. Open em Shinnecock Hills – quatro rondas em 2018 e as duas finais em 2004 – nenhum jogador tinha conseguido terminar sem bogeys. A última vez que tal proeza foi alcançada remonta a 2004, quando Phil Mickelson, Fred Funk e Daniel Chopra assinaram cartões perfeitos na segunda ronda. Desde então, segundo a Elias Sports Bureau, registaram-se 578 voltas entre 2004 e 2018 sempre com pelo menos um bogey, e este ano mais de 130 jogadores já tinham terminado a primeira ronda antes de Rahm quebrar finalmente a maldição.

A importância deste feito vai muito além do simbolismo estatístico: representa uma afirmação de força e consistência de um jogador que continua a desafiar os limites da modalidade. Rahm, campeão do U.S. Open em 2021, vencedor do Masters em 2023 e agora estrela do LIV Golf desde o início de 2024, volta assim a colocar o seu nome nas manchetes mundiais, sublinhando que permanece um dos grandes protagonistas do golfe internacional. Este desempenho surge numa altura em que as críticas à dificuldade do campo de Shinnecock Hills voltavam a intensificar-se – e Rahm responde com uma classe que poucos conseguem replicar.

No final da ronda, Rahm explicou como conseguiu manter o foco e evitar os erros que têm sido fatais para tantos outros: “Sabia que tinha de ser paciente e jogar cada buraco como se fosse o primeiro. Este campo não perdoa distrações e cada pancada exige máxima concentração.” As suas palavras, proferidas após a conclusão da volta, espelham a mentalidade de um campeão que já provou ser capaz de ultrapassar condições extremas e campos notoriamente implacáveis. O espanhol acrescentou: “Fico satisfeito por ser o primeiro em tantos anos a conseguir este feito aqui. Dá-me confiança para o resto do torneio.”

A prestação de Rahm coloca-o desde já entre os favoritos à vitória final, apesar de ainda estar atrás de Wyndham Clark. O espanhol chega ao fim da primeira ronda com clara motivação para atacar os lugares cimeiros, sabendo que a sua consistência pode ser determinante nas próximas jornadas. O seu desempenho não só reforça o estatuto de estrela internacional, como também lança um sério aviso à concorrência. Com o campo de Shinnecock a prometer continuar a fazer vítimas, Rahm mostrou que é possível sobreviver sem bogeys — e, com ele, o sonho de voltar a erguer o troféu está mais vivo que nunca.

Os próximos dias prometem emoções fortes, com a pressão a aumentar sobre os líderes e os favoritos a terem de provar o seu valor em cada buraco. Caso Rahm mantenha este nível de concentração e precisão, poderá não só aproximar-se do topo da tabela, como também consolidar o seu legado como um dos maiores jogadores da era moderna. Para já, o espanhol já garantiu um lugar na história do U.S. Open e deixou uma mensagem clara: quem quiser vencer em Shinnecock Hills terá de estar ao seu melhor, ou arrisca-se a ser apenas mais um número nas estatísticas de fracasso do mítico campo nova-iorquino.

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