A selecção norueguesa está a enfrentar uma onda de críticas ferozes ao seu capitão, Martin Odegaard, mas o balneário uniu-se de forma inabalável em defesa do maestro do Arsenal, deixando claro que nada nem ninguém vai abalar a confiança da equipa antes dos decisivos embates do Mundial. Apesar de ter sido alvo de avaliações negativas pela imprensa nacional após o triunfo por 4-1 sobre o Iraque, Odegaard mantém o estatuto de intocável junto dos seus colegas e da estrutura técnica.
Odegaard, referência máxima do futebol norueguês e peça-chave do Arsenal, foi acusado pela crítica de ter estado aquém do esperado no jogo inaugural da Noruega, disputado na passada terça-feira. Apesar do resultado expressivo, o número 10 terá acusado a pressão dos recentes problemas físicos e apresentou-se menos inspirado do que é habitual, falhando em ditar o ritmo e em criar espaços como tão bem sabe. Ainda assim, o médio ofensivo assinou a assistência para o terceiro golo, apontado por Leo Ostigard, pouco antes de ser substituído a nove minutos do fim.

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As análises negativas dos comentadores noruegueses não tardaram, com notas baixas atribuídas ao capitão e várias referências ao seu regresso recente de lesão. No entanto, dentro do grupo de trabalho, a reacção foi imediata e contundente. David Moller Wolfe, defesa da selecção, afirmou à TV2 norueguesa: “É um disparate. Ele é um dos nossos jogadores mais importantes e um dos melhores futebolistas noruegueses de todos os tempos. Sabemos o quanto tem sido importante durante muito tempo.” As palavras de Wolfe ecoaram no balneário, com Jens Petter Hauge, extremo, a garantir que a equipa “está completamente imune a esta pressão mediática”, enquanto Kristian Thorstvedt, médio, foi ainda mais peremptório ao classificar as críticas de “lixo”, sublinhando o papel de liderança de Odegaard dentro e fora do relvado.
O impacto deste episódio não se ficou pelas reacções dos jogadores. Brede Hangeland, antigo internacional e actual responsável pela ligação entre o plantel e a federação, reconheceu que a prestação de vários elementos ficou aquém do desejado, mas reforçou a ambição colectiva. “Acho que muitos jogadores sentiram, após o jogo com o Iraque, que tinham mais para dar individualmente, e tenho a certeza de que o Martin seria completamente honesto nesse sentido”, explicou Hangeland. “Esperamos todos estar mais fortes, tanto individual como colectivamente, já no próximo jogo.” Esta reflexão espelha o ambiente de exigência e autoavaliação que se vive no seio da selecção, apostada em elevar o rendimento e calar as vozes críticas.
O episódio adquire importância acrescida tendo em conta o momento decisivo que se aproxima. A Noruega prepara-se para medir forças com o Senegal na próxima terça-feira e, a seguir, defronta a poderosa França a 26 de Junho, encontros que podem ditar o sucesso ou o fracasso da campanha mundialista. O desfecho destes jogos será determinante não só para as aspirações da selecção, mas também para a resposta de Odegaard à polémica gerada em torno do seu desempenho. O capitão norueguês tem agora a oportunidade de transformar as críticas em motivação adicional e provar porque é considerado um dos melhores jogadores da história do país.
A pressão aumenta e as expectativas estão ao rubro, mas a unidade demonstrada pelo grupo e a confiança depositada em Odegaard poderão ser o trunfo que faltava à Noruega para surpreender no Campeonato do Mundo. O próximo jogo frente ao Senegal será um verdadeiro teste à resiliência da equipa e ao carácter do seu líder. Caso a Noruega dê uma resposta à altura, as críticas rapidamente se poderão transformar em elogios e o ambiente de tensão em combustível para uma campanha memorável. Agora, todas as atenções estão centradas na resposta dentro das quatro linhas — e ninguém duvida que Odegaard estará pronto para dar tudo pela camisola.
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