Jessica Pegula elimina Madison Keys e garante meia-final em berlim frente a Sabalenka

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Jessica Pegula garantiu um lugar nas meias-finais do Berlin Ladies Open após um duelo electrizante frente a Madison Keys, decidido apenas nos detalhes mais ínfimos e com emoção até ao último ponto. Venceu por 7-6(5), 7-6(8) e reforçou o seu estatuto como uma das jogadoras mais consistentes da temporada, provando novamente que, nos momentos de maior pressão, é implacável e não treme perante as adversidades.

No duelo entre as norte-americanas, disputado esta sexta-feira, Pegula, terceira cabeça-de-série do torneio, superou Keys numa batalha de serviços potentes e trocas de pancadas intensas, onde cada break point parecia valer ouro. Apesar de Keys ter somado mais pontos totais (86 contra 83), foi Pegula quem soube gerir como ninguém os momentos decisivos, impondo-se em ambos os tie-breaks e conquistando a terceira vitória sobre a compatriota em cinco encontros. Com esta vitória, Pegula chega à quinta meia-final da época de 2026, mantendo-se na perseguição aos principais troféus do circuito.

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Este triunfo ganha ainda mais relevância tendo em conta o contexto da rivalidade entre ambas, marcada por oscilações constantes e jogos sempre imprevisíveis. Pegula vinha de uma vitória tranquila sobre Katerina Siniakova (6-3, 6-4) nos quartos-de-final, mas reconheceu que o embate com Keys trouxe um nível de intensidade “muito superior”, funcionando como teste máximo antes das grandes decisões do torneio berlinense.

A norte-americana destacou, após o encontro, as dificuldades acrescidas de jogar na relva, especialmente perante adversárias com capacidade para dominar os pontos logo no serviço. “Foi um ténis fantástico para relva”, afirmou Pegula ainda no court, visivelmente satisfeita com o seu desempenho. Questionada sobre a importância do resultado, não escondeu a satisfação: “Honestamente, mesmo que tivesse perdido, teria ficado muito feliz por finalmente ter um jogo destes que me exigiu ao limite. Precisava mesmo deste tipo de desafio antes das meias-finais.” Pegula reforçou que, em encontros na relva, tudo se decide em momentos curtos e explosivos, sendo fundamental manter a concentração mesmo quando a maré parece mudar de lado. “Enfrentar uma jogadora com um grande serviço, uma batida forte, alguém que já fez bons resultados nesta superfície, e conseguir sair vencedora, foi perfeito”, confessou.

O segundo set foi ainda mais dramático, com Pegula a liderar por 4-2 antes de Keys responder à altura e forçar novo tie-break. Só no quarto ponto de jogo é que a número cinco mundial conseguiu fechar a contenda, recorrendo a uma mistura de defesa inquebrável e agressividade selectiva nas trocas mais longas. “Foi mesmo um daqueles jogos em que tinha de dar tudo. E agora, nas meias-finais, sei que não fica nada mais fácil, sobretudo se defrontar a Aryna”, comentou Pegula, já a projectar o próximo embate.

Segue-se agora um confronto de alto risco frente a Aryna Sabalenka, número dois mundial e sua ‘carrasca’ em nove dos doze confrontos directos já disputados. O último encontro entre ambas aconteceu na fase de grupos das WTA Finals de 2025, com Sabalenka a levar a melhor. “Sabalenka e Keys têm estilos muito semelhantes, ambas servem forte e tentam dominar desde o primeiro golpe. Não posso inventar muito. Tenho de arriscar e mudar um pouco o posicionamento, apostar na antecipação ao serviço delas”, analisou Pegula, realçando que a bielorrussa representa um salto qualitativo em termos de dificuldade, especialmente nestas condições rápidas de relva. “Vai ser muito parecido com o de hoje — vou ter de me defender de muitos bons serviços. Não há margem para erros.”

Este acesso às meias-finais surge numa fase crucial da temporada para Pegula, que procura recuperar o ritmo de conquistas após uma decepcionante eliminação logo na ronda inaugural de Roland Garros. Com títulos já conquistados em 2026 em Dubai e Charleston, a norte-americana procura agora atingir a sua terceira final do ano e consolidar o estatuto de candidata firme ao título em Berlim. O duelo com Sabalenka promete ser um verdadeiro teste ao seu momento de forma e poderá ser determinante para as aspirações de ambas na época de relva, com Wimbledon já no horizonte.

Se conseguir ultrapassar Sabalenka, Pegula não só reforçará a confiança como voltará a colocar-se entre as grandes figuras do ténis feminino mundial, provando que está pronta para disputar os maiores troféus em qualquer superfície. Até lá, os adeptos aguardam ansiosos para ver se o seu ténis pragmático e cerebral será suficiente para travar a potência demolidora da bielorrussa numa meia-final que promete parar Berlim.

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