Jessica Pegula derrota Sabalenka e garante final em Berlim

Partilhar

Aryna Sabalenka voltou a ser protagonista de uma queda abrupta num momento decisivo, ao ser cilindrada por Jessica Pegula num terceiro set avassalador, onde não conquistou qualquer jogo. Depois do “bagel” sofrido frente a Diana Shnaider nos quartos-de-final de Roland Garros, a número um mundial volta a sucumbir psicologicamente, desta vez nas meias-finais do WTA 500 de Berlim, perante uma adversária que soube interpretar e explorar cada fraqueza mental da bielorrussa. Pegula carimbou assim o passaporte para a final, deixando Sabalenka à beira de mais um colapso que promete fazer correr muita tinta.

O encontro decisivo foi disputado este sábado, em Berlim, numa meia-final marcada por altos e baixos emocionais e tenísticos. Jessica Pegula, norte-americana de 28 anos, venceu por 6-4, 6-7(4), 6-0, em duas horas e treze minutos de pura intensidade. O duelo começou equilibrado, com Pegula a sofrer logo no seu primeiro jogo de serviço, onde teve de salvar dois pontos de break. Sem se deixar intimidar, respondeu de imediato e foi a primeira a quebrar o serviço de Sabalenka, que teve de lutar arduamente para evitar o 1-4, salvando cinco pontos de break, mas adiando apenas o inevitável.

O Mundial vive-se com a LEGO
O Mundial vive-se com a LEGO

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO

No segundo set, Sabalenka parecia ter encontrado algum equilíbrio e chegou mesmo a liderar com um break de vantagem. Teve dois set points a seu favor, mas desperdiçou ambos e acabou por perder o serviço quando servia para fechar o parcial em 5-3, deixando no ar os primeiros indícios de fragilidade mental. A chuva interrompeu o tie-break quando Pegula vencia por 3-1, mas, no reatamento, Sabalenka mostrou garra e recuperou para vencer o desempate por 7-4, adiando a decisão para um terceiro set que viria a ser absolutamente desastroso para a número um do mundo.

No set decisivo, assistiu-se a um autêntico colapso de Sabalenka, incapaz de responder à solidez e agressividade de Pegula. A bielorrussa desapareceu por completo do encontro, não conseguindo vencer um único jogo e sofrendo um “bagel” que não deixa margem para dúvidas sobre o estado anímico com que termina esta passagem por Berlim. Pegula, por seu lado, soube aproveitar toda a instabilidade da adversária e confirmou a sua presença na final, onde irá defrontar a vencedora do duelo entre Linda Noskova e Alexandra Eala.

Este novo desaire de Sabalenka levanta sérias questões sobre a sua capacidade para gerir a pressão nos momentos decisivos, sobretudo quando os encontros se decidem no terceiro set. O padrão começa a ser preocupante: frente a Shnaider, em Roland Garros, a história foi praticamente igual, com a bielorrussa a desmoronar-se e a sair de Paris de forma inglória. Agora, repete o filme em Berlim, numa altura em que o circuito entra na fase mais exigente da temporada de relva e com Wimbledon à porta.

No final do encontro, Jessica Pegula não escondeu a satisfação pela vitória e pela forma como soube capitalizar o momento frágil da adversária. “Percebi que ela estava a lutar consigo própria e tentei manter-me concentrada no meu jogo. Sabia que se conseguisse ser consistente, teria hipóteses de vencer”, afirmou Pegula, visivelmente satisfeita com o seu desempenho.

Sabalenka, por sua vez, evitou grandes explicações, mas o seu semblante dizia tudo sobre o estado anímico: “Simplesmente não consegui encontrar o meu ritmo no terceiro set. Preciso de perceber o que se passa para evitar que isto volte a acontecer”, referiu, dando a entender que as questões mentais estão a sobrepor-se ao talento que a levou ao topo do ranking.

Com esta vitória, Pegula reforça a sua candidatura ao título em Berlim e ganha confiança extra para a temporada de relva, podendo tornar-se uma das surpresas em Wimbledon, caso mantenha este nível exibicional. Sabalenka, pelo contrário, sai desta meia-final com mais dúvidas do que certezas, obrigada a uma reflexão profunda sobre a sua abordagem competitiva e a urgência em resolver os problemas de gestão emocional que começam a marcar negativamente a sua carreira.

Enquanto Pegula aguarda pela adversária da final, nos bastidores do ténis mundial o debate acende-se: conseguirá Sabalenka recuperar mentalmente a tempo de atacar Wimbledon? Ou estarão as suas fragilidades psicológicas a comprometer um potencial reinado de longa duração? A resposta chegará nos próximos dias, mas para já, Berlim deixa mais uma ferida aberta no percurso da número um mundial.

AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI

Mais Notícias

Outras Notícias