Miyu Yamashita, com apenas 1,50 metros de altura, voltou a desafiar todas as probabilidades e conquistou o Meijer LPGA Classic 2026 com uma exibição absolutamente demolidora, garantindo o terceiro título da sua carreira no circuito LPGA e um prémio de 487.500 dólares. A jovem japonesa, que já tinha sido distinguida como a Rookie do Ano Louise Suggs LPGA em 2025, partiu para a derradeira ronda a cinco pancadas da liderança, mas assinou um impressionante 64 (-8) antes de resolver o torneio ao birdie no primeiro buraco do play-off, deixando Lottie Woad, que desperdiçou a vitória ao fazer três putts no 18, a lamentar mais uma oportunidade perdida.
O Meijer LPGA Classic, disputado em Grand Rapids, Michigan, contou com um field de luxo e um prize money total de 3,25 milhões de dólares. Yamashita e Woad terminaram empatadas nos -17, obrigando à decisão no desempate. A campeã mundial, fria nos momentos de pressão, impôs-se com autoridade, enquanto Woad, visivelmente afectada pelo erro no green final, teve de contentar-se com 305.678 dólares pelo segundo lugar. A luta pelo pódio ficou também marcada pelo desempenho sólido de Wei-Ling Hsu e Yan Liu, ambas com -15, que arrecadaram 196.644 dólares cada.

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Este triunfo de Miyu Yamashita assume particular relevância na temporada, não só pelo valor do prémio, mas pelo impacto directo nas contas da Race to the CME Globe e no ranking mundial. A japonesa consolida-se como uma das figuras incontornáveis do golfe feminino global, provando que a regularidade e a frieza nos momentos decisivos continuam a ser armas letais. Para Lottie Woad, tratou-se de mais uma lição amarga, mas a jovem britânica mantém-se entre as principais candidatas a futuras vitórias, especialmente depois do desempenho consistente apresentado ao longo da semana.
No que diz respeito às estreantes, o grande destaque vai para Riley Smyth. A rookie norte-americana conseguiu finalmente ultrapassar a barreira do corte ao décimo torneio da época, terminando num meritório T12 (-10) e arrecadando 51.880 dólares – um impulso financeiro e motivacional decisivo para a restante temporada. Em declarações após a prova, Smyth não escondeu o alívio: “É daqueles momentos em que simplesmente temos de tirar isso da cabeça”, confessou, referindo-se à pressão financeira inerente à vida de profissional. Esta afirmação de Smyth foi feita na zona mista, logo após a conclusão da sua última volta, numa altura em que ainda assimilava o feito de terminar entre as 15 melhores.
A distribuição dos prémios no Meijer LPGA Classic espelha o nível de competitividade do circuito. Para além dos nomes já referidos, destacaram-se Minji Kang e Cassie Porter (T5, -14, 125.519 dólares cada), bem como Grace Kim, Minami Katsu e Jing Yan (T7, -13, 83.958 dólares). Entre as representantes europeias, Ana Belac somou também um excelente resultado ao integrar o grupo T12, igualando o prémio de Smyth. No fundo da tabela, as jogadoras que passaram o cut garantiram prémios acima dos 7.000 dólares, prova de que mesmo os lugares mais modestos continuam a ser altamente remunerados neste circuito de elite.
A vitória de Yamashita relança o entusiasmo em torno do LPGA Tour, numa altura em que se aproxima a recta final da temporada e os pontos para o ranking e para a qualificação para os majors se tornam decisivos. A japonesa entra agora para o lote restrito de favoritas aos grandes troféus, enquanto Lottie Woad terá de recuperar rapidamente do desaire para não comprometer a sua posição no top-10 mundial. Para as rookies como Riley Smyth, este resultado poderá funcionar como catalisador para novos cortes e melhores classificações, sendo certo que a pressão financeira é cada vez mais uma realidade no golfe feminino.
Com o Meijer LPGA Classic fechado, todas as atenções viram-se agora para os próximos torneios do calendário, onde as protagonistas deste fim-de-semana procurarão confirmar o estatuto conquistado em Michigan. A dúvida mantém-se: quem conseguirá travar Miyu Yamashita, agora que parece imparável? O LPGA Tour promete emoções ainda mais fortes nas semanas que se avizinham.
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