Irão garante empate histórico frente à Bélgica de dez jogadores

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A Bélgica continua mergulhada numa crise inesperada, incapaz de somar uma única vitória, mesmo perante o modesto Irão e a jogar em inferioridade numérica durante grande parte do encontro. O nulo registado mantém os belgas sem triunfos nesta fase do Mundial, enquanto o Irão, impulsionado por uma exibição monumental do seu guarda-redes, Alireza Beiranvand, mantém o sonho inédito de avançar para os oitavos-de-final.

O jogo decorreu esta noite, num ambiente tenso e carregado de expectativa, com a Bélgica a ver-se reduzida a dez jogadores ainda antes do intervalo, após uma expulsão rigorosa que baralhou por completo a estratégia do seleccionador. A formação belga, recheada de estrelas e apontada por muitos como favorita, não conseguiu ultrapassar a muralha iraniana, liderada por um inspirado Beiranvand, autor de várias intervenções decisivas que impediram o golo europeu. O empate a zero deixa os diabos vermelhos numa situação delicadíssima e confere ao Irão um valioso ponto, alimentando as aspirações persas de um feito histórico.

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Este resultado pode ter consequências devastadoras para a Bélgica, que já se apresenta sob forte pressão dos adeptos e da comunicação social pelo desempenho aquém das expectativas. Os belgas, que chegavam a este Mundial com ambições de título e um plantel recheado de talento, vêem-se agora de calculadora na mão, obrigados a vencer o último jogo e a esperar por outros resultados. Do lado iraniano, este empate é celebrado como uma pequena vitória e renova a esperança de, pela primeira vez, ultrapassarem a fase de grupos da maior competição de selecções do planeta.

Após o final do encontro, o seleccionador do Irão, visivelmente emocionado, não poupou elogios ao seu guarda-redes: “O Alireza foi absolutamente fenomenal hoje. Defendeu tudo o que havia para defender e deu-nos a confiança de que é possível sonhar”, afirmou em conferência de imprensa. Também o capitão iraniano destacou a importância deste resultado: “Trabalhámos muito para este momento. Contra uma equipa como a Bélgica, com menos um jogador ou não, é sempre difícil. Este ponto pode fazer toda a diferença”, declarou à comunicação social, ainda no relvado.

Do lado belga, o ambiente era de total desilusão. O treinador reconheceu as dificuldades: “Não estivemos à altura do que se exige neste tipo de jogos. A expulsão condicionou-nos, mas mesmo assim tínhamos obrigação de ganhar”, confessou, pedindo desculpa aos adeptos pelo rendimento da equipa. O avançado belga, estrela maior do conjunto, foi ainda mais duro: “Não há desculpas. Temos de olhar para dentro, perceber o que falhou e dar tudo no próximo jogo. Se não ganharmos, estamos fora”, atirou, mostrando o desespero que se instalou no balneário.

Com este empate, a Bélgica mantém-se no fundo do grupo, sem qualquer vitória e a precisar de um verdadeiro milagre para seguir em frente. A pressão aumenta a cada minuto, e o próximo jogo assume contornos dramáticos para aquela que era apontada como uma das candidatas. Já o Irão, galvanizado pela exibição do seu guarda-redes e pela solidez defensiva, prepara-se para o último encontro com a confiança reforçada e a possibilidade real de escrever uma das páginas mais emocionantes da sua história no futebol mundial. Tudo está em aberto, e a próxima jornada promete emoções fortes, com a Bélgica obrigada a vencer e o Irão a sonhar com a glória inédita dos oitavos-de-final.

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