África do sul atinge melhor Ranking FIFA em 11 anos após vitória mundialista

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A África do Sul acaba de protagonizar uma das maiores surpresas do Mundial ao escalar seis posições no ranking FIFA, atingindo o melhor registo dos últimos onze anos. O triunfo por 1-0 sobre a Coreia do Sul, que lhes garantiu um lugar inédito nos oitavos-de-final da competição, elevou os Bafana Bafana ao 54.º posto, algo impensável para muitos críticos antes do início do torneio.

Comandados por Hugo Broos, os sul-africanos somam agora a sua melhor classificação desde janeiro de 2015, quando ocupavam o 52.º lugar. Este salto no ranking surge como recompensa por uma campanha sólida, onde, para além da vitória frente aos coreanos, conseguiram ainda um empate diante da Chéquia, actualmente na 48.ª posição, e superaram uma selecção coreana que partia como favorita, estando no 31.º lugar mundial. O próximo desafio será contra o Canadá, uma selecção de perfil semelhante à sul-coreana e apenas um lugar abaixo no ranking, o que antecipa um embate de alto risco e elevadíssima importância para os africanos.

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O impacto desta ascensão vai muito além da mera estatística. A Federação Sul-Africana de Futebol há muito que traçou como objetivo colocar os Bafana Bafana entre os 30 melhores do mundo e no pódio africano, uma fasquia que agora parece mais aceitável do que nunca. Recorde-se que a melhor posição de sempre dos sul-africanos foi o 16.º lugar, alcançado em agosto de 1996, após a histórica conquista da Taça das Nações Africanas. Desde então, a selecção tem vivido entre altos e baixos, tendo estado pela última vez no top-50 mundial em 2011, há já mais de uma década. Uma eventual vitória sobre o Canadá nos oitavos poderá catapultar novamente a equipa para este restrito lote, beneficiando do elevado peso dos jogos do Mundial nas contas do ranking FIFA.

Hugo Broos, visivelmente satisfeito na conferência de imprensa após o jogo, não poupou elogios ao grupo: “Os jogadores acreditaram sempre. Este resultado é fruto do trabalho, da união e da crença de que somos capazes de bater qualquer adversário neste palco”, declarou o seleccionador, sublinhando o carácter e a coragem demonstrados pelos seus pupilos. “Agora, vamos focar-nos no Canadá. Sabemos que é uma equipa muito organizada, mas se mantivermos esta atitude, tudo pode acontecer”, acrescentou Broos, aumentando as expectativas para o próximo confronto.

Percorrendo a história recente da África do Sul no futebol internacional, é impossível ignorar o percurso ímpar desde o regresso à competição internacional em 1992, quando ocupavam um modesto 124.º lugar. Em pouco mais de um ano, os Bafana Bafana já estavam dentro do top-100, nunca mais de lá saíram e, agora, voltam a aproximar-se dos lugares cimeiros. Este crescimento sustentado é visto como um sinal inequívoco de que o futebol sul-africano está a atravessar um novo ciclo de afirmação e credibilidade a nível mundial.

O embate frente ao Canadá será, sem margem para dúvidas, uma verdadeira prova de fogo. Uma vitória poderá não só garantir uma inédita presença entre as 50 melhores selecções do planeta, como também consolidar o estatuto da África do Sul enquanto potência emergente do futebol africano. Os adeptos já sonham com novos feitos históricos e o plantel, galvanizado pelo apoio nacional, promete não baixar os braços. O mundo do futebol estará, certamente, de olhos postos neste confronto, onde os Bafana Bafana têm a oportunidade de continuar a reescrever a sua própria história.

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