Neymar volta a ser suplente contra o Japão apesar de boa forma física

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Neymar está a gerar ondas de expectativa, mas volta a ser relegado para o banco de suplentes no embate decisivo entre o Brasil e o Japão, esta semana, no Mundial. Apesar de se encontrar em excelente condição física, o craque brasileiro, recuperado de uma lesão na barriga da perna, não irá alinhar de início, frustrando milhares de adeptos que esperavam vê-lo a comandar a equipa desde o apito inicial.

O Brasil, orientado por Carlo Ancelotti, entra em campo no NRG Stadium, em Houston, Texas, para defrontar o Japão, depois de duas vitórias categóricas por 3-0 frente ao Haiti e à Escócia. Neymar, melhor marcador de sempre da selecção canarinha, tem estado a recuperar progressivamente a forma e foi lançado nos minutos finais do encontro anterior, substituindo Matheus Cunha e mostrando bons apontamentos em pouco mais de um quarto de hora. Agora, a expectativa era enorme quanto à sua utilização frente ao Japão, adversário contra o qual já marcou nove golos em cinco jogos ao longo da carreira.

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A decisão de manter Neymar fora do onze inicial foi explicada pelo próprio Ancelotti na conferência de imprensa de antevisão ao encontro: “O Neymar progrediu muito bem. Acho que melhorou bastante na última semana”, afirmou o técnico italiano. “É uma pena não ter conseguido treinar todo o tempo connosco. Ele já consegue jogar mais do que 15 minutos. Está em boa forma. Mas depende muito do contexto do jogo e de como as coisas se desenvolvem.” Estas palavras revelam um misto de prudência e confiança, com Ancelotti a preferir não arriscar a condição física do astro, mesmo sabendo do seu impacto imediato quando entra em campo.

A relevância deste jogo é colossal para o Brasil, que não falha os oitavos-de-final de um Campeonato do Mundo desde 1982. Com a equipa a ganhar ritmo e confiança, os brasileiros sabem que uma vitória contra o Japão é essencial não só para manter intacta a tradição, mas também para assegurar um embalo moral rumo às fases decisivas da competição. Ancelotti está determinado a não permitir qualquer abrandamento: a pressão de um país inteiro e o peso da camisola amarelinha não dão margem para deslizes nesta fase da prova.

Os adeptos estão particularmente atentos à gestão de Neymar, cuja presença, mesmo que limitada, pode ser determinante para desbloquear jogos mais fechados. O avançado tem um histórico impressionante contra o Japão e, perante uma defesa nipónica conhecida pela organização táctica, a sua criatividade e capacidade de desequilíbrio poderão ser a chave nos minutos finais. A entrada de Neymar a partir do banco garante uma opção de luxo para Ancelotti, que pode decidir o jogo com um trunfo que muitos seleccionadores invejariam.

O próprio Neymar, questionado sobre o seu papel nesta fase do Mundial, tem mantido um discurso reservado, mas motivado. Sabe que a equipa está a funcionar bem e não quer precipitar o regresso a 100% antes de estar totalmente recuperado. O ambiente no balneário é de união e foco, com todos conscientes de que o objectivo principal é a conquista do hexacampeonato, independentemente de quem começa ou termina os jogos em campo.

Com a fase a eliminar a aproximar-se e os adversários a endurecerem, a gestão física e emocional dos principais jogadores será determinante. O Brasil parte como favorito, mas o Japão já demonstrou ser capaz de surpreender. Se tudo correr como previsto, Neymar deverá ser lançado na segunda parte, num momento em que o jogo possa estar mais aberto e o seu talento possa fazer a diferença. O Mundo estará com os olhos postos em Houston, à espera de mais um capítulo electrizante protagonizado por uma das maiores estrelas do futebol mundial.

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