João Félix destaca cumplicidade com Ronaldo e confiança nos penáltis

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João Félix quebrou o silêncio e deixou Portugal em alerta: o avançado garante que vive o melhor momento da carreira e pede confiança aos adeptos antes do embate decisivo com a Croácia. Numa conferência de imprensa carregada de intensidade e emoção, o internacional português abriu o jogo sobre a ligação com Cristiano Ronaldo, o ambiente dentro da selecção e o sangue-frio necessário para marcar grandes penalidades, depois de um empate que deixou muitos portugueses de pé atrás com a equipa das Quinas.

Na antecâmara dos 16 avos de final do Mundial, em Palm Beach, João Félix, de 26 anos, assumiu o papel de porta-voz do grupo, analisando o empate recente frente à Colômbia e projectando o encontro de tudo ou nada com a Croácia. “Foi um jogo complicado, como já sabíamos que ia ser. A Colômbia não é uma selecção fraca, todos sabem da qualidade individual e colectiva que eles têm. Acho que entrámos um bocadinho no jogo deles, um jogo muito de transição, tivemos pouco controlo do jogo”, confessou Félix, sublinhando que a equipa está focada em corrigir os erros: “Hoje vamos analisar o jogo e o que há a melhorar, ver o que é que podíamos ter feito melhor, corrigir alguns erros e ver, ver e melhorar, é o que podemos fazer.”

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O empate com a Colômbia levantou dúvidas e desconfiança entre os portugueses, mas Félix deixou uma mensagem clara e combativa à nação. “O que posso dizer e prometer é trabalho, dedicação, que estejam tranquilos. A malta aqui está tranquila, não é por termos empatado dois jogos que há desconfiança ou que estamos menos confiantes. É um mundial, todos os jogos são complicados, mesmo as selecções que a malta pensa que possam ser mais fáceis ou não, acabam por se tornar complicados. E a malta só tem que estar tranquila, tal como nós estamos, preparados para o jogo da Croácia. Temos muita confiança que vamos ganhar e faremos tudo para passar à próxima fase”, garantiu o avançado, numa tentativa de acalmar os ânimos e restaurar a fé dos adeptos.

A Croácia, adversário de respeito e com quem Félix nunca marcou, surge agora como o grande obstáculo no caminho de Portugal. O jogador mostra-se confiante e vê vantagens em defrontar uma equipa europeia. “Sim, conhecemos bem a Croácia, já jogámos inúmeras vezes contra eles. Também já joguei muitas vezes contra eles, mesmo nesta era do mister Roberto Martínez, já jogámos algumas vezes contra eles. Sabemos o que podemos esperar deles, sabemos o que temos de fazer. E até acho que é uma mais-valia termos de jogar contra eles, porque é uma selecção europeia. Estamos habituados a vê-los jogar, já jogámos contra, então sabemos bem as forças e habilidades”, analisou, deixando ainda espaço para o humor ao brincar com o streamer Move_Mind: “Se marcar já ao Move [streamer Move_Mind] se ele estiver do lado da baliza que nós estamos a atacar é certo que lhe vou roubar a peruca e metê-la [risos]. Esperemos que isso aconteça.”

Sobre possíveis alterações no onze, Félix delega a responsabilidade ao seleccionador, mas garante união total no grupo: “Isso cabe ao mister decidir. Do primeiro para o segundo jogo houve mudanças, correu bem. Já parecia que estava tudo bem, estava tudo perfeito. Agora neste terceiro jogo não estivemos tão bem como no segundo, mas também não acho que tenhamos estado mal. E se há mudanças a fazer, isso cabe ao mister, analisar e ele é que toma a decisão final. E esteja quem estiver no onze inicial acho que vai corresponder. Até porque a malta que tem entrado tem ajudado bastante. E quem estiver no onze vai ajudar e depois se alguém sair e quem tiver de entrar vai dar a mesma resposta. Estamos confiantes, só assim conseguimos ir longe. Estamos todos bem preparados, prontos para ajudar e essa tem de ser a mentalidade de todos.”

Félix também enfrentou de frente as memórias amargas do Europeu, quando um remate ao poste ditou a eliminação de Portugal contra a França. Apesar disso, o atleta mostra-se mentalmente mais forte e pronto para assumir responsabilidades nas grandes penalidades ou em qualquer momento decisivo. “Desde pequeno,” começou por dizer, reforçando que as marcas do passado servem agora de combustível para a superação pessoal e colectiva.

O embate com a Croácia é, assim, um verdadeiro teste ao carácter e ambição da geração de Félix. O resultado poderá ditar não só a continuidade de Portugal no Mundial, mas também o futuro de vários elementos do plantel e, quem sabe, do próprio seleccionador. A pressão está ao rubro e cada detalhe poderá fazer a diferença entre a glória e a decepção. Os olhos do país estão postos nesta selecção que promete não baixar os braços e lutar até ao fim. Resta saber se será suficiente para devolver a confiança e reacender o sonho português de conquistar o mundo.

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