A França destrona a Argentina e assume o topo do ranking FIFA, numa reviravolta surpreendente que deixa Portugal em queda livre antes dos decisivos oitavos de final do Mundial 2026. A selecção nacional, que partiu para o torneio na América do Norte em alta, vê-se agora relegada para o sétimo lugar, caindo dois degraus e acendendo os alarmes entre adeptos e críticos a poucos dias de um escaldante duelo ibérico.
A FIFA só irá oficializar a próxima actualização do seu ranking após a final do Mundial, agendada para dia 20, mas as contas virtuais já revelam um novo líder: a França. Os gauleses, impulsionados por prestações sólidas, somam agora 1916,24 pontos e sobem duas posições, ultrapassando a Argentina, que cai para o segundo posto apesar de ter derrotado Cabo Verde por 3-2 após prolongamento. A Espanha, que cilindrou a Áustria por 3-0 na ronda anterior, tropeça para o terceiro lugar, penalizada pelo empate na estreia frente aos Tubarões Azuis, um resultado que ficou registado na última actualização antes do arranque do torneio.

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No que toca a Portugal, os empates frente ao Congo e à Colômbia revelaram-se fatais para as aspirações lusas. Apesar da vitória suada por 2-1 sobre a Croácia, em Toronto, com golos de Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos, a equipa das quinas não conseguiu evitar a descida na hierarquia mundial. Este triunfo valeu 23 pontos directos no algoritmo da FIFA, mas foi insuficiente para anular o impacto negativo dos deslizes anteriores. Assim, Portugal entra nos oitavos de final em alerta máximo, com menos margem de erro e maior pressão para recuperar terreno.
Esta reviravolta no ranking não é apenas simbólica: tem implicações directas na confiança e moral das equipas, assim como na percepção internacional sobre o poderio das selecções em prova. Para Portugal, a queda acentua a expectativa em torno do confronto com a Espanha, que ocupa agora o último lugar do pódio. Este clássico ibérico promete parar o país, com Roberto Martínez a preparar um onze capaz de contrariar a superioridade estatística dos vizinhos. “Estamos motivados e conscientes das dificuldades, mas confiamos no nosso valor para ultrapassar este obstáculo”, afirmou o seleccionador nacional, na antevisão ao encontro, demonstrando resiliência perante a adversidade.
Do lado dos espanhóis, Luís de la Fuente sublinhou a importância do ranking na motivação dos seus jogadores, mas não escondeu o respeito pela armada lusa: “Portugal é sempre um adversário perigoso, independentemente da posição no ranking. Esperamos um jogo equilibrado e decidido nos detalhes”, declarou o técnico espanhol, após o treino de preparação.
Fora do universo ibérico, Marrocos continua a surpreender e alcança o sexto lugar, imediatamente atrás de Portugal. Os africanos eliminaram os Países Baixos nas grandes penalidades e preparam-se agora para medir forças com o Canadá, mostrando que estão prontos para ir ainda mais longe. O Brasil, por sua vez, sobe para a quinta posição, tirando partido do momento menos positivo de outras selecções, enquanto a Inglaterra mantém o quarto lugar de forma estável. O México protagoniza a maior subida do top-10, escalando quatro lugares e entrando na elite mundial, onde irá defrontar a Inglaterra na próxima ronda.
Com o ranking FIFA em plena convulsão e o Mundial de 2026 ao rubro, cada jogo assume contornos de autêntica final. Para Portugal, o próximo passo é vencer a Espanha e inverter a tendência negativa, sob pena de ver o sonho mundialista e a reputação internacional ainda mais ameaçados. Os adeptos esperam uma resposta à altura do prestígio das quinas, numa eliminatória que poderá marcar o ponto de viragem para a geração de Cristiano Ronaldo e companhia.
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