A Suíça quebrou um jejum de 72 anos e voltou a garantir presença nos quartos de final de um Mundial, depois de ultrapassar a Colômbia no desempate por penáltis, num duelo absolutamente electrizante em Vancouver, no Estádio BC Place. O empate a zero durante 120 minutos espelhou o equilíbrio, mas a frieza helvética acabou por ser decisiva nos penáltis, com um resultado final de 4-3.
Murat Yakin, seleccionador da Suíça, não escondeu a satisfação pelo feito alcançado, sublinhando o trabalho árduo da sua equipa e o significado histórico desta qualificação. “O nosso trabalho valeu a pena. Tínhamos um objetivo em mente, cada detalhe importava e tudo nos tem corrido muito bem até agora. Penso que elevámos o nosso rendimento a cada jogo e é gratificante perceber o quanto evoluímos como equipa”, afirmou Yakin após o apito final.

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O técnico suíço reconheceu que o encontro frente à Colômbia foi renhido, marcado por muitos duelos e também por momentos de tensão. “O adversário não foi necessariamente superior. Na verdade, o jogo foi bastante equilibrado e teve muitos duelos, mas mantivemo-nos firmes. Talvez tenha havido alguns momentos em que cometemos erros e permitimos que a Colômbia criasse mais oportunidades, mas controlámos. Merecidamente ou não, passámos à próxima fase e é isso que importa”, destacou.
A dimensão histórica do apuramento não passou despercebida ao seleccionador, que frisou: “[Regresso aos 'quartos' ao fim de 72 anos] É um acontecimento histórico. Fazemos parte dos oito melhores do mundo e isso não acontece todos os dias. Vamos defrontar outro adversário forte, como é a Argentina. Queremos alcançar o melhor resultado de sempre da Suíça e podemos atingir muitas coisas grandiosas.”
Apesar do próximo adversário ser o actual campeão mundial, Yakin lançou o desafio e mostrou confiança. “Vamos aproveitar o momento e festejar antes de defrontarmos o atual campeão, que não é invencível. Será um jogo interessante e tentaremos competir. É uma oportunidade única. Estou muito entusiasmado, mas preciso de algumas horas para processar o que acabou de acontecer”, referiu, sem disfarçar a emoção.
A ausência de Johan Manzambi por lesão foi também abordada pelo técnico suíço, que explicou: “[Ausência de Johan Manzambi por lesão] Foi muito doloroso para nós. No entanto, lidámos bem com isso e todos cumpriram os seus papéis. Não sabemos que lesão ele tem. Felizmente, não está a sentir dor e isso é uma vantagem. Estamos esperançosos [sobre a recuperação em tempo útil] e, se fizer sentido, vamos utilizá-lo no próximo encontro, mas não queremos correr riscos. Veremos o que os próximos dias nos reservam.”
Com este triunfo, a Suíça reafirma-se como uma das sensações do Mundial, alimentando o sonho de alcançar feitos inéditos e deixando claro que a ambição está ao rubro antes do embate com a poderosa Argentina.
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