Erling Haaland entre as estrelas do Mundial que podiam ter jogado por Inglaterra

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Erling Haaland poderia hoje estar a vestir a camisola de Inglaterra e a lutar pelo sonho mundialista dos Três Leões, mas escolheu seguir o coração e representar a Noruega. O avançado do Manchester City, nascido em Leeds, será o nome mais temido pela selecção inglesa nos quartos-de-final do Mundial, este sábado às 22h00, mas as voltas do destino podiam ter traçado um caminho bem diferente para ambas as equipas.

Haaland não é caso único. Vários jogadores em destaque neste Mundial tinham a possibilidade de alinhar pelo conjunto inglês, mas acabaram por jurar fidelidade a outras nações. Entre eles estão nomes como Marvin Keller, Aaron Wan-Bissaka, Antonee Robinson, Axel Tuanzebe, Scott McTominay, Felix Nmecha, Antoine Semenyo, Jamal Musiala e Michael Olise, todos eles com ligações profundas ao futebol britânico.

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Marvin Keller, guarda-redes da Suíça de 23 anos, nasceu em Londres e cresceu no sistema de formação do Grasshoppers, tornando-se mais tarde titular do Young Boys. Até ao momento, realizou apenas um jogo pela selecção helvética, num amigável antes do Mundial. Já Aaron Wan-Bissaka, actualmente defesa do West Ham, também nasceu em Londres e representou Inglaterra nos escalões sub-20 e sub-21, mas em 2025 transferiu a sua lealdade internacional para a RD Congo, depois de uma passagem frustrada pela selecção principal inglesa devido a lesão em 2019.

Antonee Robinson, lateral dos Estados Unidos, nasceu em Milton Keynes e formou-se em Merseyside, passando por Everton, Wigan e Fulham. Apesar de ter um pai inglês, a ascendência americana levou-o a optar, em 2018, pela selecção dos EUA. Axel Tuanzebe, outro nome com raízes em Inglaterra após ter emigrado da RD Congo em criança, chegou a jogar pelos sub-21 ingleses antes de se destacar no Manchester United e Burnley, mas acabou por seguir o caminho da sua terra natal.

O caso de Scott McTominay é paradigmático: nascido em Lancashire, tornou-se peça-chave do Manchester United e mais recentemente destaque no Napoli, após ter escolhido representar a Escócia. Aos 29 anos, soma 15 golos em 73 jogos pela selecção escocesa.

Felix Nmecha, filho de mãe alemã e pai nigeriano, mudou-se para Inglaterra em 2007 e passou pela academia do Manchester City, jogando pelos sub-21 de Inglaterra e Alemanha antes de se fixar nos germânicos. Antoine Semenyo, nascido em Londres, é outro exemplo de talento desenvolvido exclusivamente em solo inglês, mas que seguiu as raízes familiares e optou pelo Gana, alinhando pela primeira vez pelos Black Stars em 2022.

Jamal Musiala, estrela do Bayern Munique, nasceu na Alemanha mas cresceu e formou-se futebolisticamente em Inglaterra, tendo representado os sub-15 a sub-21 ingleses ao lado de Jude Bellingham. Contudo, em 2021, optou definitivamente pela Alemanha, país natal. Por fim, Michael Olise, nascido em Londres, podia escolher entre quatro selecções graças à sua herança britânica, nigeriana, francesa e argelina.

Esta realidade demonstra que as escolhas de nacionalidade continuam a ser determinantes no cenário internacional e deixam sempre a dúvida: como seria o destino da selecção inglesa se conseguisse segurar estes craques? Para já, o foco está no embate com a Noruega e no desafio de travar Haaland, o homem que podia ser, mas nunca será, herói dos Três Leões.

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