Scottie Scheffler mantém silêncio sobre penalização de Bryson DeChambeau no open

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A polémica sobre a penalização de Bryson DeChambeau no The Open Championship continua a incendiar o mundo do golfe. O norte-americano recebeu uma penalização de dois golpes por alegadamente ter melhorado a posição da bola no 5.º buraco durante a segunda volta, uma decisão que tem dividido opiniões.

O incidente aconteceu na sexta-feira, quando os oficiais da R&A voltaram a analisar o 5.º buraco após a ronda de DeChambeau, que havia registado um 66 com cinco birdies e um bogey, situando-se a apenas um golpe do líder após 36 buracos, Lucas Herbert. No entanto, a penalização alterou a sua pontuação para 68 e fez cair o jogador para o 5.º lugar empatado, a três golpes do primeiro classificado. Este foi o primeiro corte que DeChambeau conseguiu ultrapassar esta época, depois de ter falhado nos três majors anteriores.

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Scottie Scheffler, número um mundial e campeão em título do The Open, preferiu manter-se em silêncio sobre o caso. Apesar de admitir que tinha muito para dizer, o norte-americano afirmou numa conferência de imprensa no sábado que não era o momento adequado para comentar, estando focado na sua prestação no torneio. “Na verdade, tenho muito para dizer. Ainda não decidi exatamente o que quero dizer publicamente. Não sinto que este seja o momento ou lugar para falar. Estamos no meio de um torneio e estou concentrado no que preciso fazer”, declarou Scheffler.

A decisão da R&A suscitou várias reações entre outros jogadores e figuras do golfe. Sam Burns, líder após 54 buracos e colega de grupo de DeChambeau, mostrou-se solidário: “Não achei que houvesse provas suficientes para merecer essa penalização. Senti pena de Bryson pela situação em que se encontrou.” Max Homa também discordou da decisão, afirmando que “não concordava com a penalização de dois golpes”. Xander Schauffele, campeão do Open em 2024, considerou o caso “infeliz” e defendeu que DeChambeau poderia ter tido o benefício da dúvida.

As críticas não ficaram restritas aos jogadores. Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e conhecido apoiador de DeChambeau, qualificou a decisão da R&A como “totalmente falsa” e “rigged” (manipulada), acusando a organização de agir contra o jogador devido à sua ligação ao circuito LIV Golf.

Por outro lado, Rory McIlroy não poupou críticas ao colega, acusando-o de “segurar o torneio como refém” e de atitudes “performativas” para chamar a atenção. As declarações de McIlroy geraram polémica entre adeptos, que consideraram as suas palavras como falta de desportivismo e pediram até uma penalização por violação do código de conduta dos jogadores.

Bryson DeChambeau tem agora pela frente uma tarefa exigente. O jogador irá regressar ao tee no sábado ao lado de Jackson Suber, precisando de uma prestação sólida e de deslizes dos adversários para tentar conquistar o seu terceiro major. A polémica em torno da penalização continua a marcar este The Open, deixando o mundo do golfe em suspense sobre as consequências deste episódio para o resto do campeonato.

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