Pep Guardiola exige 20 milhões de euros anuais para assumir o comando da seleção italiana, numa negociação que está a atingir o limite da paciência da Federação Italiana de Futebol (FIGC). O antigo treinador do Manchester City, que deixou o clube após uma década recheada de títulos, prepara-se para dar uma resposta definitiva até ao início da próxima semana, mais concretamente até terça-feira.
O nome de Guardiola surge como o principal candidato ao cargo de selecionador nacional de Itália, que está atualmente vago. Para além do espanhol, também Antonio Conte, Roberto Mancini e Andrea Pirlo são considerados opções pela FIGC para ocupar o lugar de treinador principal da equipa italiana. Recentemente, o diretor técnico da FIGC, Paolo Maldini, juntamente com o conselheiro Leonardo, deslocaram-se a Barcelona para negociações diretas com Guardiola, numa tentativa de acelerar o processo.
De acordo com informações da imprensa italiana, nomeadamente da La Gazzetta dello Sport, o treinador espanhol terá solicitado um salário anual de 20 milhões de euros, valor que ultrapassa largamente o teto salarial que a federação italiana está disposta a pagar, estimado em cerca de 10 milhões por época. O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, admitiu recentemente que a entidade poderia “fazer exceções” para candidatos de alto calibre, mencionando mesmo Guardiola como exemplo, mas reforçou que o orçamento disponível dificilmente permite igualar as exigências do antigo técnico do Barcelona e do Manchester City.
Este impasse coloca a seleção italiana perante um desafio financeiro e estratégico significativo, numa altura em que a escolha do selecionador é crucial para o futuro da equipa. Segundo relatos da La Repubblica, o prazo para que Guardiola comunique a sua decisão coincide com a próxima reunião do conselho federal da FIGC, marcada para terça-feira, elevando a pressão sobre as negociações.
Se Guardiola recusar baixar as suas condições salariais, a federação italiana terá de considerar as outras alternativas em cima da mesa, o que poderá atrasar o anúncio do novo selecionador e afetar a preparação da equipa para os próximos compromissos internacionais. A expectativa está agora centrada na resposta do treinador espanhol, que poderá definir o rumo do futebol italiano nos próximos anos.
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