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INTERNACIONAL · 2 min de leitura

Guardiola pede 20 milhões anuais para treinar seleção italiana

Guardiola pede 20 milhões anuais para treinar seleção italiana

Pep Guardiola exige 20 milhões de euros anuais para assumir o comando da seleção italiana, numa negociação que está a atingir o limite da paciência da Federação Italiana de Futebol (FIGC). O antigo treinador do Manchester City, que deixou o clube após uma década recheada de títulos, prepara-se para dar uma resposta definitiva até ao início da próxima semana, mais concretamente até terça-feira.

O nome de Guardiola surge como o principal candidato ao cargo de selecionador nacional de Itália, que está atualmente vago. Para além do espanhol, também Antonio Conte, Roberto Mancini e Andrea Pirlo são considerados opções pela FIGC para ocupar o lugar de treinador principal da equipa italiana. Recentemente, o diretor técnico da FIGC, Paolo Maldini, juntamente com o conselheiro Leonardo, deslocaram-se a Barcelona para negociações diretas com Guardiola, numa tentativa de acelerar o processo.

De acordo com informações da imprensa italiana, nomeadamente da La Gazzetta dello Sport, o treinador espanhol terá solicitado um salário anual de 20 milhões de euros, valor que ultrapassa largamente o teto salarial que a federação italiana está disposta a pagar, estimado em cerca de 10 milhões por época. O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, admitiu recentemente que a entidade poderia “fazer exceções” para candidatos de alto calibre, mencionando mesmo Guardiola como exemplo, mas reforçou que o orçamento disponível dificilmente permite igualar as exigências do antigo técnico do Barcelona e do Manchester City.

Este impasse coloca a seleção italiana perante um desafio financeiro e estratégico significativo, numa altura em que a escolha do selecionador é crucial para o futuro da equipa. Segundo relatos da La Repubblica, o prazo para que Guardiola comunique a sua decisão coincide com a próxima reunião do conselho federal da FIGC, marcada para terça-feira, elevando a pressão sobre as negociações.

Se Guardiola recusar baixar as suas condições salariais, a federação italiana terá de considerar as outras alternativas em cima da mesa, o que poderá atrasar o anúncio do novo selecionador e afetar a preparação da equipa para os próximos compromissos internacionais. A expectativa está agora centrada na resposta do treinador espanhol, que poderá definir o rumo do futebol italiano nos próximos anos.


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