Gianni infantino enfrenta forte rejeição após propostas polémicas

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Gianni Infantino enfrenta uma tempestade perfeita. Após a Copa do Mundo, onde se vangloriou de ter entregue a “mais extraordinária” edição do torneio, o presidente da FIFA vê agora a sua autoridade a diminuir de forma alarmante. A sua decisão de acelerar propostas para vender partes dos direitos da FIFA a investidores privados despoletou uma onda de protestos e descontentamento, não apenas de críticos, mas também de federações que outrora o apoiaram.

Recentemente, a UEFA anunciou que boicotará a Copa do Mundo caso Infantino consiga implementar as suas propostas. Esta decisão foi rapidamente acompanhada pela Confederação Asiática de Futebol (AFC) e pela Concacaf, que também rejeitaram as sugestões do presidente. Com este novo cenário, a UEFA conta com o apoio necessário para derrotar Infantino, caso a votação entre as 211 associações-membro da FIFA prossiga no próximo mês.

Infantino, que se sentia invulnerável após o sucesso financeiro do torneio, vê agora os seus planos a desmoronar-se. Carlos Cordeiro, um dos seus principais conselheiros e uma figura influente na FIFA, demitiu-se em protesto, afirmando que a proposta de venda de direitos deveria ser rejeitada. “O futebol tem sido central na minha vida… isso é uma questão de entender o valor deste ativo e as consequências de o entregar”, declarou Cordeiro. A sua saída é um sinal claro do descontentamento que permeia a organização.

Em resposta às críticas, a FIFA emitiu um comunicado a tentar esclarecer os seus planos de investimento privado, alegando que a consulta inicial foi interrompida por informações erradas da imprensa. Contudo, esta defesa pode não ser suficiente para manter a lealdade dos seus aliados. O presidente da AFC, Shaikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa, tem sido um dos críticos mais vocais, acusando a FIFA de “minar” a Copa do Mundo e pedindo uma “revisão urgente” da sua governança.

Com a UEFA, a AFC e a Concacaf unidas, um bloco de votação de cerca de 150 associações pode facilmente derrubar as propostas de Infantino, mesmo que alguns países dessas federações não sigam a linha. A situação torna-se ainda mais complicada com a possibilidade de uma oposição adicional das confederações da América do Sul e África, que ainda não se pronunciaram publicamente. Para Infantino, uma derrota humilhante parece já inevitável.

A pressão sobre Infantino intensifica-se à medida que se torna evidente que a sua liderança é insustentável. Como afirmou a UEFA, “isto não é apenas uma falha profunda de liderança, mas uma abdicação do dever da FIFA como guardiã do futebol mundial.” A mensagem é clara: o tempo de Infantino à frente da FIFA pode estar a chegar ao fim.


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