Donald Trump defende permanência de Infantino na presidência da FIFA

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Donald Trump deixou claro que a possível destituição de Gianni Infantino da presidência da FIFA seria um “terrível erro”. O presidente dos Estados Unidos manifestou a sua opinião nas redes sociais, defendendo que a saída de Infantino, que esteve à frente de uma das Copas do Mundo mais bem-sucedidas da história, poderia ter consequências desastrosas para a organização do futebol mundial.

Infantino tem enfrentado pressão após uma proposta controversa de vender participações na Copa do Mundo masculina a investidores privados, o que gerou críticas de várias confederações. Na sua mensagem, Trump destacou: “A FIFA estaria a cometer um terrível erro se, por qualquer motivo, considerasse substituir o Presidente Gianni Infantino. Ele é fantástico, tendo acabado de presidir à Copa do Mundo mais bem-sucedida, por quatro vezes, já apresentada.” O presidente americano enfatizou a importância da continuidade de Infantino, alertando que a sua saída poderia comprometer o sucesso financeiro futuro da FIFA.

Além disso, Trump já esteve envolvido em outra polémica relacionada com Infantino, ao ter solicitado uma “revisão” do cartão vermelho do avançado norte-americano Folarin Balogun. Esta intervenção resultou na suspensão do cartão, permitindo que Balogun jogasse no encontro dos oitavos de final contra a Bélgica. A situação de Infantino, no entanto, continua a ser complicada, com a UEFA e outras confederações a considerarem a possibilidade de organizar competições de forma independente.

A UEFA, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Concacaf expressaram descontentamento com a liderança de Infantino, acusando-o de “decepção” e sugerindo que ele deve ter a oportunidade de se demitir com dignidade antes das eleições de março do próximo ano. Apesar de Infantino ter pedido desculpa pela sua proposta de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma iniciativa destinada a gerir os aspetos comerciais e operacionais dos torneios da FIFA, a pressão sobre a sua presidência não arrefece.

Um apelo público, assinado pelos líderes da UEFA, AFC e Concacaf, exigiu uma revisão independente sobre a proposta de Infantino, embora sem o nomear diretamente. O futuro da presidência de Infantino parece incerto, com várias confederações a considerar ações mais drásticas, incluindo ameaças de boicote às competições da FIFA. A situação está a criar um clima de tensão no seio da organização, à medida que as vozes contra a sua liderança continuam a crescer.


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