A sorte não sorriu a Carlos Alcaraz no sorteio do US Open 2026, realizado na passada quinta-feira. O actual campeão defrontará Novak Djokovic na mesma metade do quadro, o que poderá culminar numa semifinal electrizante entre duas das maiores figuras do ténis. Contudo, para Alcaraz, que chega ao torneio sem ritmo competitivo e com um percurso exigente pela frente, esta situação revela-se mais um pesadelo do que uma oportunidade.
Alcaraz não compete em encontros individuais desde que uma lesão no pulso o afastou do Barcelona Open em meados de abril, ou seja, já se passaram mais de quatro meses. Desde então, a única aparição em competição foi num evento de pares mistos ao lado de Serena Williams, que terminou prematuramente. O retorno ao singulares será diante de Roman Safiullin, um jogador que já o derrotou em sets directos no Masters de Paris 2023. Este primeiro desafio é apenas o início de um caminho complicado: Alcaraz pode ainda encontrar Matteo Arnaldi, Alexander Bublik e, potencialmente, Ben Shelton ou Arthur Fils, antes de sequer pensar na semifinal onde Djokovic poderá estar à sua espera.
Por outro lado, Djokovic também não chega a Flushing Meadows nas melhores condições. O tenista de 39 anos, que procura o seu 25.º título de Grand Slam, sofreu um colapso durante o Cincinnati Open, atribuindo a situação a problemas de saúde exacerbados pelo calor e humidade. A sua preparação para o torneio foi marcada por uma interrupção de uma sessão de treino, o que levanta dúvidas sobre a sua condição física. No seu caminho, o ex-campeão Daniil Medvedev poderá ser um obstáculo na fase de quartos-de-final.
A importância de uma potencial semifinal entre Alcaraz e Djokovic é significativa. Os dois jogadores estão empatados em 5-5 no confronto directo, tendo a última partida ocorrido na final do Open da Austrália de 2026, onde Alcaraz saiu vitorioso. Este embate em Nova Iorque seria mais do que um simples encontro; seria uma repetição da rivalidade que tem marcado as últimas edições do ténis masculino.
Apesar das expectativas, nada está garantido. Safiullin já demonstrou ser uma ameaça, Bublik é um jogador imprevisível que pode surpreender em qualquer momento, e a condição física de Djokovic continua a ser uma incógnita. Contudo, se ambos superarem os desafios do seu lado do quadro, o US Open poderá proporcionar o tão aguardado duelo, embora o caminho até lá seja tudo menos simples para os dois atletas.
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