Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Benfica em queda: Da exibição miserável às críticas a Ríos

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Depois de uma exibição desastrosa, o Benfica foi eliminado nas meias-finais da Allianz Cup, sofrendo uma amarga derrota contra o Sp. Braga por 1-3. Com a partida a decorrer no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, o clima de desilusão tomou conta dos adeptos encarnados, que viram a sua equipa apresentar um desempenho aquém das expectativas. Desde o começo, a formação de Carlos Vicens demonstrou uma postura assertiva e, ao intervalo, já liderava por 2-0. Apesar de uma tentativa de reação na segunda parte, com um golo de Pavlidis que reduziu a desvantagem, os bracarenses não tremeram e garantiram a vitória com um terceiro golo nos instantes finais, deixando o Benfica em estado de choque.

A derrota não foi apenas um duro golpe em termos de competição, mas trouxe também más notícias em relação à lesão do capitão Nicolás Otamendi, que estará ausente do clássico contra o FC Porto devido a uma expulsão durante o jogo. Uma noite para esquecer para os encarnados, mas um verdadeiro motivo de celebração para o Sp. Braga, que não hesitou em aproveitar a oportunidade.

O sentimento de frustração entre os adeptos foi palpável, e o Record decidiu ouvir algumas vozes conhecidas que expressaram a sua indignação. O ex-jogador Álvaro Magalhães não poupou críticas: “O Benfica fez uma primeira parte irreconhecível, melhorou muito na segunda. A mesma cara do campeonato. Melhorou com as alterações, mas já foi tarde. Tem sido um Benfica de duas caras. Dá 45 minutos ao adversário.”

Por sua vez, o antigo dirigente Braz Frade não hesitou em descrever a exibição como “miserável”, apontando erros recorrentes na formação da equipa: “Alguns erros em que se insiste, como Sudakov a extremo-esquerdo. Rende zero. Tomás Araújo desposicionado. Ríos corre só de vez em quando. Assim é difícil. O Benfica parecia equipa amadora.”

Camilo Lourenço, analista financeiro, também criticou a abordagem da equipa: “Meia parte de avanço ao Sp. Braga, como na Pedreira. Erros infantis no meio-campo e defesa. Noite para esquecer de Tomás Araújo, Sudakov e Dahl e uma equipa mal escalonada.”

A eliminação precoce na Allianz Cup deixa o Benfica numa encruzilhada, com a pressão a aumentar sobre o treinador e a equipa, que precisam urgentemente de encontrar soluções para evitar que esta situação se repita. Com um clássico à porta, os encarnados terão que se reinventar se quiserem voltar a conquistar a confiança dos seus adeptos e lutar pelos títulos que lhes são exigidos. A pergunta que se coloca é: conseguirá o Benfica dar a volta por cima antes que seja tarde demais?

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