A LIV Golf, uma das ligas mais controversas do golfe, vai encerrar, depois de um investimento de mais de 5 mil milhões de dólares. Numa audiência de falência em Nova Jérsia, o advogado da liga confirmou que a organização vai descontinuar as suas atividades, o que levanta preocupações sobre o futuro dos jogadores que nela participaram.
McIlroy: um modelo difícil de sustentar
Rory McIlroy, em declarações à Today’s Golfer, afirmou que “sempre foi muito difícil” para a LIV conseguir atrair jogadores suficientes para o seu modelo, que incluía prémios menores e ausência de pagamentos antecipados. Sublinhou que, se a liga não conseguiu fazer funcionar um orçamento de 6 mil milhões de dólares, era impensável que conseguisse gerir 300 milhões.
O jogador irlandês fez estas declarações depois de assinar uma segunda volta de 63 pancadas no Yas Links, com 11 birdies, um feito que não acontecia há 21 anos no DP World Tour.
Peter Malnati, ex-membro do conselho de políticas do PGA Tour, afirmou que o encerramento da LIV permite que o golfe profissional regresse a modelos de negócio sustentáveis. Elogiou o comissário Jay Monahan, que “jogou as cartas que lhe foram dadas de forma incrivelmente eficaz”.
O regresso dos jogadores ao PGA Tour e ao DP World Tour
Adam Scott considera que os jogadores que migraram para a LIV não devem ter um regresso fácil ao PGA Tour ou ao DP World Tour. “Acho que o mais justo é que todos se reestabeleçam no sistema que desejam”, declarou Scott, que defende que os ex-jogadores da LIV devem requalificar-se, embora espere que os melhores voltem a competir juntos.
Jon Rahm manifestou dúvidas sobre a possibilidade de receber um acordo tão generoso como o que Brooks Koepka aceitou para voltar ao PGA Tour. Revelou ainda que o seu advogado informou um tribunal de falências em Nova Jérsia de que ele não fará parte da nova versão da LIV. A dissolução da liga não implica que os jogadores possam regressar automaticamente aos circuitos que deixaram, já que cada um tem as suas próprias regras de adesão.
McIlroy acredita que o DP World Tour pode ser o principal beneficiário e diz que seria “incrível” se as estrelas da LIV entrassem no circuito europeu. Alguns jogadores, como Rahm e Tyrrell Hatton, já têm estatuto no DP World Tour, enquanto outros, como Bryson DeChambeau, poderiam beneficiar de uma categoria de membro aberta a recentes vencedores de majors.
A situação traz também desafios financeiros ao PGA Tour, onde os contratos de patrocínio podem ter aumentado significativamente desde 2022. Michael Kim comentou que, embora o primeiro ciclo de contratos possa ser mais fácil, o verdadeiro teste será ver quantos continuarão a renovar após alguns anos.
Nos próximos meses, o PGA Tour, o DP World Tour e os patrocinadores vão enfrentar as consequências da saída da LIV Golf. A atenção estará centrada na forma como a situação se desenrolará para DeChambeau, Rahm e outros ex-jogadores da liga.
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