Domingo, Fevereiro 15, 2026

J.J. Spaun revela como tem aprendido a viver como campeão do U.S. Open

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PEBBLE BEACH — A vitória que mudou a vida de J.J. Spaun no U.S. Open, conquistada há oito meses, trouxe consigo uma onda de dúvidas inesperadas. Em vez de se sentir seguro e confiante, o campeão da maior competição de golfe dos Estados Unidos não tem certeza do que significa ser um campeão. O troféu, que agora adorna a sua sala de estar, serve como um lembrete constante de seu imenso talento e conquista, mas não oferece respostas sobre como lidar com as expectativas que vêm a reboque. Apesar de seu status elevado, Spaun ainda se vê perdido em meio a uma luta interna sobre sua identidade como atleta.

Na estreia do AT&T Pebble Beach Pro-Am, Spaun mostrou resiliência ao terminar com um resultado de dois abaixo do par, mesmo após um início conturbado com um duplo bogey no buraco inicial. O dia perfeito em Pebble Beach viu a maioria dos jogadores da competição a derrapar birdies, mas para Spaun, a pressão estava presente. Ele não é apenas um jogador qualquer; ele é o campeão do U.S. Open e, como tal, foi chamado para uma entrevista com a Sky Sports, onde compartilhou suas inquietações.

“É difícil de entender,” revelou Spaun, de 35 anos, à Golf Digest. “Quero acreditar que posso adotar uma mentalidade de não ter nada a perder, mas há muitas expectativas, tanto externas quanto internas. E isso é algo que já me afetou.” A pressão de ser um dos jogadores mais bem classificados em cada torneio é palpável, e a sensação de não corresponder às expectativas está a pesar sobre ele.

A sua vitória no U.S. Open em Oakmont, onde selou o triunfo com um impressionante putt de 20 metros, é uma memória que o atormenta e o inspira. “Nunca imaginei ter um momento tão icónico na história do golfe. Ouvir que as pessoas não esquecerão isso é algo que me deixa em choque,” disse o natural de Los Angeles. Spaun está a aprender a lidar com a sua nova realidade, onde o sucesso no passado não garante resultados consistentes no presente.

Em 2025, Spaun teve uma temporada mágica, terminando em segundo lugar três vezes e conquistando mais de 13 milhões de dólares. No entanto, a pressão que vem com o sucesso frequentemente o deixa em estado de confusão. “A normalidade é subestimada,” comentou, refletindo sobre os desafios que enfrenta após resultados mediocres no início desta nova temporada. O T-40 no Sony Open e a eliminação no Farmers Insurance Open pesam sobre a sua mente, e a recente retirada do WM Phoenix Open devido a um vírus só exacerba essa sensação de incerteza.

Mas há uma luz no fim do túnel. O Pebble Beach, que em 2027 receberá novamente o U.S. Open, representa uma oportunidade para Spaun reencontrar seu ritmo. “Preciso voltar a jogar meu jogo e não me preocupar tanto com os resultados. O mais difícil será aceitar o que acontecer,” admitiu, agora classificado como o sétimo melhor jogador do mundo.

Ele reflete sobre a jornada de outros campeões, como Payne Stewart, que também enfrentou dificuldades após a vitória em seu primeiro grande torneio. Spaun reconhece que não precisa se transformar em outra pessoa para ser bem-sucedido. Ele é único, e a sua capacidade de competir ao mais alto nível está evidente.

“É complicado, porque você sente que precisa mudar algo para ter sucesso, mas eu nunca fui consistentemente um jogador que contende em grandes torneios. Preciso manter a crença em mim mesmo, e isso é o que me levou até aqui,” concluiu Spaun. Ele é o campeão do U.S. Open e agora precisa abraçar essa realidade, não apenas como um título, mas como parte de quem realmente é.

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