Nos últimos dias, a exclusão de Trent Alexander-Arnold da seleção inglesa gerou um turbilhão de especulações, levando muitos a acreditar que há algo obscuro por trás de sua ausência. E, surpreendentemente, Jude Bellingham pode ter um papel crucial nesta história. Alexander-Arnold, que teve apenas uma aparição de 26 minutos sob o comando de Thomas Tuchel, enfrentou uma série de lesões e um desempenho abaixo do esperado, resultando na sua exclusão das últimas três convocatórias. Agora, ele ficou de fora dos amistosos contra o Uruguai e o Japão, que seriam uma oportunidade valiosa para brilhar antes do Mundial.
Inicialmente, jogadores como Tino Livramento, Djed Spence e Jarell Quansah foram escolhidos à frente do craque do Real Madrid, que, após a lesão de Quansah, viu Ben White ser chamado para a seleção após três anos de ausência, mesmo com apenas sete partidas na Premier League nesta temporada. A frustração de Alexander-Arnold ficou evidente quando ele publicou “Madrid. E nada mais”, uma resposta ao que muitos consideram uma desconsideração.
Tuchel, ao justificar sua decisão, elogiou Alexander-Arnold como um “jogador talentoso”, mas ressaltou a necessidade de incluir jogadores com uma intensidade mais elevada. Embora o lateral-direito tenha uma gama de qualidades, a falta de dinamismo e energia tem sido uma crítica frequente à sua performance. No entanto, figuras como Roy Keane e Wayne Rooney questionam se há algo mais profundo por trás de sua exclusão, sugerindo que a lealdade de Tuchel a jogadores mais testados e a forma abaixo do esperado de Alexander-Arnold não são as únicas razões.
Rooney, em seu podcast da BBC, expressou sua incredulidade ao ver Alexander-Arnold fora da lista de 35 jogadores. Ele destacou a habilidade única do jogador com a bola e argumentou que sua ausência na seleção é um erro, considerando que ele tem jogado bem pelo Real Madrid. Para Rooney, a falta de Alexander-Arnold pode estar ligada a uma suposta “clique” com Bellingham, que também foi excluído da seleção em diversas ocasiões, levantando a hipótese de que Tuchel esteja tentando desmantelar um grupo que, segundo ele, poderia estar a prejudicar a equipe.
Bellingham, que ficou de fora dos amistosos em setembro devido a uma lesão no ombro, também não foi chamado em outubro, o que gerou controvérsia, apesar das justificativas de Tuchel. Rooney insinuou que o treinador pode estar a tentar dividir o grupo que inclui Alexander-Arnold e Bellingham, uma vez que eles tinham sido convocados juntos apenas uma vez sob sua liderança.
No entanto, a verdade pode ser mais simples: Alexander-Arnold precisa se destacar em um sistema que não lhe favorece e, até agora, não tem correspondido às expectativas. A análise de Rooney coloca um foco intrigante nos desafios que Alexander-Arnold enfrenta e nas complexas dinâmicas dentro da seleção, mas é evidente que a necessidade de um desempenho superior continua a ser a chave para o futuro do jogador na seleção inglesa.
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