Após uma década a viver à sombra do Manchester City, o Manchester United está a ressurgir com força, ocupando atualmente a terceira posição na Premier League. A equipa, agora sob a liderança de Michael Carrick, parece ter reacendido a crença entre os adeptos, especialmente antes da importante viagem a Bournemouth nesta sexta-feira, às 21:00. As ruas de Manchester estão repletas de entusiasmo e os outdoors proclamam “Tragam o fogo” para o derby feminino de 28 de março, onde o United, em terceiro, irá receber o líder City.
Uma viragem impressionante: após 21 jogos, os Red Devils encontravam-se em sétimo lugar, a 17 pontos do Arsenal e a 11 do City. Contudo, após uma vitória convincente por 2-0 sobre os rivais da cidade, a equipa subiu rapidamente na classificação e agora está a apenas sete pontos do City, alimentando conversas sobre um possível regresso ao topo da tabela. Desde a nomeação de Carrick a 13 de janeiro, a equipa conquistou sete vitórias em nove jogos, com a única derrota a ser um apertado 0-1 em Newcastle. Os dias de jogo em Old Trafford voltam a sentir-se grandiosos, trazendo de volta a emoção que há muito estava adormecida.
Os adeptos falam de uma verdadeira renascença. Andy, um detentor de bilhete de época e guia no Museu Nacional do Futebol, afirma que o vermelho do United ainda supera o azul do City nas ruas da cidade. Contudo, nem todos estão prontos para uma celebração completa. Daniel Taylor, um respeitado analista desportivo, expressa um tom de cautela, referindo-se a esta fase como uma típica “onda de novo treinador”. Ele lembra como, em 2019, a equipa experimentou um impulso semelhante sob a liderança de Ole Gunnar Solskjaer, e salienta que, embora os resultados sejam encorajadores, o futebol apresentado não é particularmente bonito, afirmando que o mesmo se aplica ao City.
No entanto, o impacto do United vai além do campo. O clube tem atraído figuras proeminentes de across town, numa clara tentativa de reforçar a sua posição no futebol inglês. Em 2024, Omar Berrada deixou o City para se tornar o CEO do United, seguido, um ano depois, pela contratação de Stephen Torpey, que passou do setor de formação do City para liderar a academia do United. “Acho que, dado o meu papel, estou a viver o auge do futebol jovem”, afirmou Torpey, conforme reportado pelo Manchester Evening News. Resta saber se estas mudanças sinalizam uma transformação duradoura na dinâmica do futebol de Manchester.
O Manchester United está, sem dúvida, a recuperar a sua identidade e a confiança, mas o verdadeiro teste à sua resiliência e ambição chegará nas próximas semanas. O próximo jogo contra o Bournemouth será crucial para consolidar esta nova fase e manter viva a esperança de um futuro brilhante. Os adeptos sonham com o regresso ao topo, e a cidade de Manchester observa atentamente.
