Alexander Isak calou os críticos e deixou todos boquiabertos ao brilhar intensamente na sua estreia no Mundial pela Suécia, recuperando o estatuto de estrela após uma época atribulada no Liverpool. O avançado sueco, que chegou a Anfield por uns impressionantes 125 milhões de libras – um recorde britânico –, mostrou finalmente o porquê do investimento avultado, ao ser um dos grandes protagonistas na goleada por 5-1 frente à Tunísia, em jogo de estreia do Grupo F.
Aos 26 anos, Isak entrou para este Campeonato do Mundo sob o espectro de uma temporada marcada por lesões e rendimento abaixo das expectativas, tendo apontado apenas quatro golos pelo Liverpool. No entanto, nada disso pareceu importar no palco mundial, onde, além de marcar o segundo golo da Suécia, esteve envolvido em quatro dos cinco tentos da sua selecção. O único golo em que não participou foi já depois de ter sido substituído, demonstrando o impacto decisivo que teve enquanto esteve em campo.

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O entusiasmo nos media suecos foi imediato e avassalador. O jornal Sportbladet não hesitou em eleger Isak como o “homem do jogo”, destacando a sua influência directa em praticamente todos os lances de perigo. O Expressen salientou que o avançado do Liverpool “apresentou-se de novo” ao mais alto nível, enquanto Robert Laul, do Goteborgs-Posten, escreveu: “A estrela do ataque esteve envolvida em quatro golos e mostrou que está verdadeiramente de volta após as lesões e a má forma.” A euforia em torno de Isak é ainda mais compreensível tendo em conta o recente desânimo dos suecos, que há poucos meses falharam rotundamente na fase de qualificação.
Este desempenho assume particular importância para o Liverpool, que tem sentido dificuldades ofensivas desde a chegada do sueco. A pressão sobre Isak era enorme, não só pelo peso do investimento, mas também pela necessidade de dar resposta aos adeptos, que exigem resultados imediatos. Com Hugo Ekitike afastado para o resto de 2026 devido a uma lesão grave no tendão de Aquiles, Isak é agora peça-chave no plantel dos “reds”, sendo fundamental para as ambições do novo técnico, Andoni Iraola, que aposta no relançamento da carreira do sueco para catapultar a equipa para novos patamares.
Depois do jogo, as reacções não se fizeram esperar. Isak, visivelmente emocionado, admitiu que “precisava de um momento destes” para recuperar a confiança e calar as vozes críticas que se fizeram ouvir nos últimos meses. O seleccionador sueco, satisfeito com a exibição do avançado, afirmou: “Sempre acreditei que o Isak, em forma, é dos melhores do mundo. Hoje provou isso.” Do lado do Liverpool, fontes próximas do clube garantem que Andoni Iraola está determinado a potenciar as qualidades do sueco, acreditando que “o melhor ainda está para vir”.
Os próximos encontros serão decisivos tanto para a Suécia como para Isak. O calendário do Grupo F promete desafios bem mais exigentes, mas a exibição frente à Tunísia serve como aviso para os adversários: Isak está de volta e com vontade de mostrar serviço, tanto ao serviço da selecção como do Liverpool. Para os adeptos dos “reds”, este ressurgimento é uma lufada de ar fresco e reacende a esperança numa época de sucesso, com um Isak renovado e finalmente ao nível que justificou a aposta milionária.
Se o avançado mantiver este nível exibicional, tudo aponta para que o Liverpool possa voltar a ser um sério candidato aos títulos domésticos e europeus, beneficiando de um Isak motivado e em crescendo. O impacto psicológico deste regresso aos grandes palcos não pode ser subestimado: Isak provou a si próprio e ao mundo do futebol que está longe de estar acabado e que, quando em forma, pode ser verdadeiramente imparável. Resta agora ver se conseguirá manter a consistência, mas uma coisa é certa: ninguém ficará indiferente à nova era de Alexander Isak.
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