Lionel Messi prepara-se para um feito absolutamente histórico, ao entrar para o seu sexto e último Campeonato do Mundo, com a Argentina a iniciar a defesa do título frente à Argélia no Grupo J. A expectativa é total em torno do capitão argentino, que pode não só revalidar a glória da selecção, mas também conquistar os prémios individuais mais cobiçados do torneio, mesmo poucos meses depois de celebrar o 39.º aniversário.
O lendário avançado, que conquistou finalmente o troféu mais desejado em 2022, no Qatar, liderando a Argentina à vitória diante da França numa final de cortar a respiração, volta a ser apontado como candidato principal à Bota de Ouro e à Bola de Ouro do Mundial 2026. As casas de apostas já colocam Messi entre os favoritos, apesar de a concorrência ser feroz: Harry Kane, Kylian Mbappé e Erling Haaland são nomes que surgem à frente do argentino em algumas listas, mas a experiência e o estatuto de “lenda viva” continuam a pesar nas previsões dos especialistas.

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Messi nunca terminou um Campeonato do Mundo como melhor marcador — ficou em segundo lugar em 2022, atrás de Mbappé, com sete golos. Para 2026, a odd para Messi conquistar a Bota de Ouro está nos 18/1 na Bet365, um valor apelativo para quem acredita que o génio argentino pode superar todos e terminar finalmente como melhor marcador. No que toca à Bola de Ouro, prémio para o melhor jogador da competição, Messi já fez história ao ser distinguido em 2014 e 2022. Agora, surge com odd de 14/1 na Ladbrokes para vencer pela terceira vez, algo sem precedentes.
O contexto não podia ser mais favorável ao astro argentino. A Argentina foi sorteada num grupo acessível, com Áustria, Argélia e Jordânia, o que pode facilitar a acumulação de golos e assistências por parte de Messi logo na fase inicial. Para além disso, o calendário dos principais rivais directos é bem mais exigente: Kane e Inglaterra iniciam contra Croácia e Gana, enquanto Mbappé e Haaland vão defrontar-se logo na fase de grupos, com França, Noruega e Senegal a compor um grupo de “morte”. Se a Argentina confirmar o favoritismo e atingir as fases decisivas, Messi terá ainda a oportunidade de enfrentar Cristiano Ronaldo nos quartos-de-final, caso Portugal também lidere o seu grupo, num duelo que promete ser histórico e alimentar ainda mais a rivalidade entre os dois maiores goleadores da história internacional.
As estatísticas reforçam a dimensão do legado de Messi. É, de longe, o melhor marcador de sempre da Argentina, com 116 golos em 198 internacionalizações, ocupando o segundo lugar no ranking mundial, apenas atrás de Cristiano Ronaldo. No que diz respeito a assistências, também ninguém se aproxima: são 61 passes para golo ao serviço da selecção. No total dos Mundiais, Messi já conta com 13 golos e oito assistências em 26 jogos, ficando apenas atrás de Pelé em participações directas para golo (21 contra 22 do brasileiro). Em 2022, Messi marcou em todos os jogos a eliminar, incluindo dois golos na final contra a França, e ainda converteu um penálti decisivo no desempate, coroando uma campanha absolutamente memorável.
No que toca às apostas combinadas (bet builder), Messi é presença obrigatória para quem procura prognósticos nos jogos da Argentina, tendo sido um exemplo de regularidade e excelência no Qatar, com média de 2,2 remates enquadrados nos últimos 10 jogos em Mundiais. As casas de apostas e analistas estão atentos ao impacto de Messi em golos e assistências, e esperam-se mercados movimentados à volta das acções do argentino ao longo do torneio.
À entrada para aquela que será, muito provavelmente, a sua última grande competição internacional, Messi tem pela frente um desafio duplo: conduzir a Argentina a mais uma final e, ao mesmo tempo, cimentar o seu nome como o melhor jogador da história dos Mundiais. Se a selecção sul-americana confirmar o favoritismo e chegar longe, Messi será protagonista, não só na luta colectiva, mas também nos prémios individuais. Um eventual reencontro com Cristiano Ronaldo nos quartos-de-final ou um confronto com Inglaterra nas meias-finais seriam autênticos “clássicos” para a posteridade. O mundo estará de olhos postos em Messi — e, pelo que se viu nos últimos anos, nunca é sensato duvidar do génio argentino.
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