Carlo Ancelotti, o lendário treinador italiano que recentemente assumiu o comando da seleção brasileira, fez revelações bombásticas sobre a sua passagem pelo Real Madrid e o futuro do futebol, numa entrevista exclusiva à Radio MARCA. A sua saída do clube madrileno em 2025, após uma temporada decepcionante onde não conquistou nenhum troféu, mesmo com a chegada de Kylian Mbappé, deixou muitos adeptos perplexos. Agora, Ancelotti analisa os detalhes que levaram ao declínio da sua última época à frente dos “Los Blancos”.
O treinador, que teve uma segunda passagem vitoriosa pelo Madrid, admitiu que as mudanças na equipe afetaram profundamente a química do grupo. “O futebol muda com muito pouco, e com isso, a química muda. Não se trata apenas da atmosfera, não é apenas trocar Kroos por Mbappé. Nesse mesmo ano, Nacho saiu, Carvajal se lesionou, e Modric jogou menos”, explicou Ancelotti. Ele destacou que a antiga geração, responsável por criar uma atmosfera fantástica no balneário, havia desaparecido, e uma nova geração precisava de tempo para se estabelecer e trazer caracter e personalidade ao clube.
Ancelotti também se referiu à chegada de Mbappé, que chegou a marcar cerca de 50 golos, mas que, segundo ele, não conseguiu levar a equipa a conquistar títulos. “A chegada de Mbappé coincidiu com duas saídas importantes, Kroos e Nacho, criando uma atmosfera diferente. O futebol é sobre pequenos detalhes, e quando se muda algo, nem sempre funciona”, afirmou. Estas declarações ressaltam a complexidade de gerir uma equipa de elite, onde cada mudança pode ter repercussões significativas.
Sobre a sua decisão de assumir a seleção brasileira, Ancelotti foi claro: “Não tinha intenção de ir para outro clube depois do Madrid. A oportunidade com a seleção brasileira surgiu há dois anos e, apesar de ter renovado com o Madrid, achamos que era a hora certa de sair”. O treinador expressou satisfação com a sua nova função e com a possibilidade de moldar uma nova geração de jogadores.
Ancelotti revelou que mantém contato com jogadores do Real Madrid e com o presidente Florentino Pérez. “Sim, às vezes. Depois do jogo contra o Manchester City, parabenizei o clube e o presidente. Também falo com os jogadores. Recentemente conversei com Rodrygo para saber como ele estava”, disse, mostrando que os laços com o clube ainda são fortes.
Um dos jogadores que Ancelotti destacou foi Vinicius Jr., considerando-o essencial tanto para o Real Madrid como para a seleção brasileira. “Vinicius nunca nos deixou mal em jogos importantes. Não me lembro de uma meia-final ou quartas de final em que ele tenha cometido um erro. Estou convencido de que ele terá uma grande Copa do Mundo se estiver na convocatória”, afirmou, sublinhando a importância do jovem craque em momentos decisivos.
Ancelotti não hesitou em afirmar que o Real Madrid avançará para as quartas de final da UEFA Champions League, após uma impressionante vitória de 3-0 sobre o Manchester City na primeira mão. “Sim, vai acontecer. Eles têm que defender bem e manter o equilíbrio”, declarou com confiança.
Quando questionado sobre a surpreendente exibição de Federico Valverde, que marcou um hat-trick contra os “Cityzens”, Ancelotti respondeu com um sorriso: “Não me surpreendeu, mantive a minha licença de treinador por uma razão… mas os três golos foram incríveis. Enviei-lhe uma mensagem”. A fé de Ancelotti no talento de Valverde e nas capacidades do Madrid reforça a sua visão otimista para o futuro da equipe.
Com estas declarações, Ancelotti não só revela os desafios enfrentados no Real Madrid, mas também pinta um quadro otimista para o futuro do futebol, tanto no clube como na seleção brasileira. A sua experiência e perspicácia continuam a ser uma referência no mundo do desporto, prometendo um futuro brilhante para os seus jogadores e para as equipas que lidera.
