Um clima de tensão paira sobre a Premier League, com Arsenal e Manchester City no epicentro de uma polémica que poderá ter repercussões significativas nas suas agendas. Numa declaração contundente, a liga inglesa revelou que os jogos agendados para março, envolvendo estas duas potências do futebol, poderão ser alterados “novamente” devido à falta de transparência por parte da UEFA em relação ao calendário da fase a eliminar da Liga dos Campeões.
A situação complicou-se após o anúncio de que o Manchester City irá enfrentar o West Ham United num jogo marcado para o início da tarde de sábado, dia 14 de março, enquanto o Arsenal receberá o Everton no dia seguinte. Contudo, essa programação foi anunciada antes de se conhecer a conclusão da fase de grupos da Liga dos Campeões, o que agora levanta a possibilidade de mudanças inesperadas.
A UEFA não é obrigada a divulgar datas ou horários para os seus encontros até depois do sorteio de sexta-feira, mas a Premier League decidiu avisar os adeptos na terça-feira de que estes dois jogos “estão sujeitos a alteração”. A liga expressou a sua frustração, afirmando: “Infelizmente, a UEFA não conseguiu fornecer garantias sobre o seu agendamento antes do sorteio. Como resultado, a Premier League agora enfrenta a possibilidade de reprogramar os seus jogos com um aviso ainda mais curto, para o incómodo dos apoiantes e dos clubes. A Premier League continuará o seu diálogo regular com a UEFA sobre o agendamento dos jogos.”
Mas quando é que os jogos do Arsenal e do Manchester City poderão ser remarcados? Uma análise cuidadosa indica que o Arsenal poderá ver o seu duelo com o Everton no Emirates deslocado de domingo, dia 15 de março, para sábado. Esta conclusão é baseada no facto de o Liverpool receber o Tottenham Hotspur no mesmo domingo, um jogo que promete ser o grande destaque da jornada na Premier League e que não pode ser adiado. Assim, com o Liverpool e o Tottenham a jogarem na mesma data, não há espaço suficiente para que ambas as equipas se apresentem nas suas partidas da Liga dos Campeões na terça-feira seguinte. Consequentemente, o Arsenal poderá ser obrigado a jogar a sua segunda mão da Liga dos Campeões na terça-feira, dia 17 de março, forçando a mudança do encontro com o Everton para o dia anterior.
Quanto ao Manchester City, a sua partida contra o West Ham só poderá ser realizada ao meio-dia de sábado, dia 14, se a sua primeira mão da Liga dos Campeões estiver marcada para terça-feira, dia 10. No entanto, se a UEFA decidir colocar a equipa de Guardiola na noite de quarta-feira, como é comum, isso obrigaria o City a adiar a sua viagem para o leste de Londres para um horário mais tarde, possivelmente às 20 horas.
A pressão sobre os treinadores Mikel Arteta e Pep Guardiola aumenta à medida que se aproxima este período crítico. Guardiola, numa postura que mistura descontentamento e aceitação, fez questão de enfatizar que não está a reclamar, mas a constatar um padrão preocupante. “Sempre colocam os calendários mais difíceis para as equipas europeias nas fases importantes”, afirmou. O treinador do City, que já conquistou muitos títulos, não esconde a sua insatisfação com a forma como os horários são determinados, indicando que os direitos de transmissão muitas vezes dominam a agenda, em detrimento do bem-estar das equipas participantes.
Com a Premier League a ser a única liga que alberga um número tão elevado de participantes na Europa, a situação torna-se ainda mais complexa para as equipas que lutam em várias frentes. Enquanto a luta pelo título continua a aquecer, a incerteza sobre o calendário promete criar desafios adicionais tanto para o Arsenal como para o Manchester City, que terão que encontrar formas de lidar com os obstáculos impostos por um calendário cada vez mais apertado e imprevisível. As consequências desta disputa não se limitarão apenas ao campo, mas também poderão afetar a dinâmica da competição e a experiência dos adeptos, que permanecem ansiosos por saber como este drama se desenrolará nas próximas semanas.
