Bellingham destaca-se a 10 no estágio de Inglaterra antes do Mundial

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Jude Bellingham roubou os holofotes no estágio de preparação da selecção inglesa na Florida, relegando Morgan Rogers para segundo plano na luta pela camisola 10. O médio do Real Madrid, alvo de todas as atenções nos últimos dias, poderá ter garantido um lugar no onze inicial de Thomas Tuchel para o arranque do Mundial, depois de uma exibição autoritária e decisiva frente à Costa Rica, onde foi elogiado não só pelo desempenho técnico, mas também pela liderança e entrega.

A selecção inglesa fechou a sua estadia em West Palm Beach com uma vitória clara por 3-0 sobre a Costa Rica, no segundo jogo de preparação para o Mundial 2026. O estágio, que decorreu durante doze dias no clima húmido e abrasador da Florida, foi pensado pelos responsáveis técnicos para forçar os jogadores a adaptar-se rapidamente às condições extremas que poderão encontrar durante o torneio. Apesar de nos primeiros dias as temperaturas terem estado aquém do previsto, com chuva intensa e céu nublado, a situação inverteu-se em Tampa e Orlando, onde o calor nunca desceu dos 30 graus Celsius, testando verdadeiramente os limites físicos dos jogadores.

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O plantel, que agora segue para Kansas City antes de se instalar em definitivo no Missouri, apresenta-se numa condição física invejável. Harry Kane e Jude Bellingham, que chegaram ao estágio com algumas reservas devido a lesões e fadiga acumulada no Euro há dois anos, parecem revitalizados e prontos para liderar a equipa. No entanto, nem tudo são boas notícias: Bukayo Saka e Declan Rice, ambos do Arsenal, chegaram mais tarde devido a compromissos de clube e têm vindo a ser geridos com cautela devido a problemas físicos. Thomas Tuchel já avisou que Saka dificilmente aguentará os 90 minutos nos primeiros jogos, enquanto Rice garante sentir-se em perfeitas condições. “Senti-me muito bem após o jogo com a Costa Rica, foi importante testar a nossa resiliência com o atraso provocado pela trovoada e as inundações. Isto pode repetir-se no Mundial e agora já sabemos o que esperar”, afirmou o médio após o encontro.

O grande tema de discussão no seio do grupo prende-se com a titularidade na posição de número 10. Morgan Rogers parecia ter vantagem clara há apenas dez dias, tendo sido aposta regular durante toda a qualificação – disputou todos os oito jogos, ao passo que Bellingham jogou apenas metade. No entanto, a dinâmica alterou-se nos amigáveis realizados nos EUA, com Bellingham a destacar-se não só pelo impacto ofensivo, mas também pela capacidade de trabalho fora da posse de bola. O próprio Tuchel não escondeu a satisfação: “O Bellingham mostrou uma intensidade e liderança muito acima do esperado, sobretudo sem bola. O facto de ter usado a braçadeira de capitão nestes dois jogos é revelador da confiança que lhe depositamos”, referiu o treinador alemão no final do jogo em Orlando.

A presença de Bellingham no onze inicial parece agora praticamente garantida, mas Tuchel deixa claro que tanto ele como Rogers terão oportunidades ao longo do torneio. “Vamos precisar de todos. Não há titulares indiscutíveis neste grupo – quem estiver melhor joga”, reforçou o seleccionador.

A preparação meticulosa da Inglaterra, que incluiu até sessões de visionamento colectivo do reality show ‘Love Island’ para reforçar o espírito de grupo, poderá ser determinante numa competição onde o desgaste físico e mental é enorme. Com o estágio na Florida a terminar, a selecção inglesa parte para o Missouri convicta de que está pronta para enfrentar qualquer adversidade. O próximo desafio é a estreia no Mundial, onde se espera que Bellingham comande as operações a partir do meio-campo e confirme em campo o favoritismo que começa a ganhar nos bastidores.

Se Bellingham continuar a demonstrar esta forma, a Inglaterra poderá finalmente sonhar alto e quebrar o longo jejum de títulos. Resta saber se a aposta de Tuchel na juventude e intensidade do médio do Real Madrid será suficiente para superar rivais de peso e levar os ingleses ao topo do futebol mundial. O que é certo é que, depois de uma preparação intensa e de decisões arriscadas, poucas equipas chegam tão bem preparadas – tanto fisicamente como psicologicamente – ao Mundial como esta Inglaterra.

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