Em um episódio que abalou os ânimos na Premier League, Chelsea e West Ham foram severamente punidos por um confronto massivo entre os jogadores durante um jogo tenso. O Chelsea foi multado em £325,000, enquanto o West Ham recebeu uma penalidade de £300,000, resultado de uma série de eventos que culminaram em cenas de caos no Stamford Bridge.
O tumulto teve início quando Joao Pedro, atacante do Chelsea, reagiu de forma explosiva ao empurrão dado pelo extremo do West Ham, Adama Traore, no defensor dos Blues, Marc Cucurella. As tensões rapidamente se intensificaram, levando a uma reunião explosiva de jogadores de ambas as equipas, pouco antes do apito final. Após uma longa revisão do VAR, o árbitro Anthony Taylor decidiu expulsar o defensor do West Ham, Jean-Clair Todibo, após este agarrar Joao Pedro pelo pescoço.
O comunicado da Associação de Futebol (FA) foi claro: “Foi alegado que o Chelsea falhou em garantir que seus jogadores não se comportassem de maneira imprópria e/ou provocativa por volta do 95º minuto.” Além disso, o West Ham também foi responsabilizado por não controlar o comportamento violento de seus atletas nesse momento crítico. Ambas as equipas reconheceram as acusações contra elas.
A comissão reguladora independente, ao impor as multas, levou em consideração que tanto Chelsea quanto West Ham já haviam cometido infrações anteriores à Regra E20.1 da FA, que proíbe comportamentos “impróprios, ofensivos, violentos, ameaçadores, abusivos, indecentes, insultuosos ou provocativos”. O Chelsea, que estava perdendo por 2-0 no momento do incidente, conseguiu uma virada impressionante ao vencer a partida por 3-2, com um gol de Enzo Fernandez nos minutos finais, antes do confronto.
Em sua avaliação, a comissão destacou que “este foi um incidente sério” que envolveu vários jogadores do Chelsea. Afirmou ainda que “não se aceitou que o Sr. Cucurella estivesse completamente isento de culpa”. Ele estava ciente de suas ações após conceder um escanteio e ao levantar-se do chão, buscando provocar uma reação de Traore. Embora isso não justifique a reação desproporcional de Traore, que deu início ao confronto, a comissão observou que três jogadores do Chelsea tentaram incitar a torcida durante e após o incidente.
A comissão foi enfática ao afirmar que não havia justificativa para tal comportamento, independentemente do que havia ocorrido ao longo do jogo. Aceitaram que o clube admitiu a infração e demonstrou arrependimento. Além disso, o órgão observou que “ambos os clubes contribuíram para o incidente” e que a reação exagerada de Traore foi o estopim para a confusão. Embora não houvesse conduta violenta por parte de outros jogadores do West Ham, muitos deles agiram de maneira imprópria e provocativa, exacerbando o que já era um incidente grave e lamentável.
Com a pressão sobre ambos os clubes aumentada, o caso serve como um lembrete contundente da importância de manter a disciplina dentro de campo, especialmente em momentos de alta tensão. As consequências refletem a necessidade de um controle mais rigoroso sobre o comportamento dos atletas, a fim de preservar a integridade do jogo e a segurança de todos os envolvidos.
