O inferno no Chelsea está longe de acalmar: após uma humilhante derrota por 3-0 contra o Brighton, as vozes que pedem a demissão do treinador Liam Rosenior ganham cada vez mais força, deixando o clube londrino à beira de um colapso total.
A tempestade no Stamford Bridge intensifica-se com a quinta derrota consecutiva na Premier League, uma sequência que catapultou os Blues para a sétima posição na tabela classificativa — um cenário impensável para um gigante do futebol inglês. E no meio deste caos, surge Tim Sherwood, ex-treinador da Premier League, que não poupou críticas ferozes ao desempenho da equipa.
Em declarações explosivas à Sky Sports, Sherwood não hesitou em qualificar a exibição do Chelsea como “vergonhosa”. “Foi uma equipa a jogar contra um conjunto de indivíduos sem espírito, sem carácter,” disparou o antigo técnico. Sherwood revelou ainda o desânimo dos adeptos: “Vi-os a sair do estádio, metade já tinha abandonado o recinto 20 minutos antes do final, o jogo estava decidido após o segundo golo do Brighton.”
O ex-treinador criticou a tática de Rosenior, que optou por uma defesa com cinco jogadores no primeiro tempo, deixando demasiado espaço para o adversário explorar. “No segundo tempo, melhorou um pouco, mas a entrada de Garnacho trouxe mais agressividade ofensiva. Contudo, assim que o jovem Hinshelwood, um produto da academia que jogou em várias posições, marcou o segundo golo, ficou claro que não havia salvação,” acrescentou Sherwood.
O tom sombrio do comentário terminou com uma previsão dramática: “Há manifestações e bandeiras contra a direção BlueCo. Liam Rosenior não vai sobreviver a isto, infelizmente para ele.” Sherwood sublinhou ainda a pressão histórica que pesa sobre qualquer treinador do Chelsea: “Estes adeptos foram habituados a ganhar os maiores troféus com os maiores jogadores. Agora é um clube em fase de desenvolvimento, mas a paciência está esgotada.”
Liam Rosenior, que assumiu o comando dos Blues em janeiro com um contrato monumental até 2032, parecia confiante dias antes, afirmando que tinha “100% de apoio” da direção. No entanto, os números são implacáveis: 1.42 pontos por jogo — a segunda pior média de qualquer treinador permanente do Chelsea neste século, apenas ligeiramente acima do desastre que foi a era Graham Potter (1.27).
Com esta série negra, a pergunta que todos fazem é até quando a liderança BlueCo vai tolerar tamanho fracasso. Apesar do contrato de longa duração, o ambiente no Stamford Bridge é cada vez mais hostil, e a continuidade de Rosenior está pendurada por um fio.
Em suma, o Chelsea está a viver a sua pior crise em mais de um século, e o futuro do técnico e do clube está mais incerto do que nunca. A pressão aumenta, e a nação Blue espera ver respostas — ou mudanças drásticas — já nas próximas semanas.
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