Os tempos são desesperadores para o West Ham, que viu a sua permanência na Premier League ameaçada após uma série de dez jogos sem vencer. Após uma derrota angustiante por 2-1 em casa frente ao Nottingham Forest, a equipa foi vaiada ao deixar o campo, acentuando a pressão sobre um clube que não conhece a Segunda Divisão desde a época 2011-12. Com 17 jogos pela frente, a situação é crítica, com os Hammers a sete pontos da zona de segurança.
O médio Tomas Soucek, ciente da gravidade da situação, declarou: “Vamos olhar para o espelho e saber a posição em que estamos. Ninguém do plantel quer jogar na segunda divisão na próxima época. Temos de mostrar a honestidade entre nós, a verdade sobre quem se preocupa e quem não se preocupa.” As suas palavras refletem a urgência de uma mudança de atitude e a necessidade de união dentro do balneário.
Recentemente, o West Ham esteve em grande destaque ao conquistar um troféu europeu em 2023, mas esta época tem sido marcada por resultados dececionantes. O calendário pós-Natal parecia oferecer uma oportunidade de revitalização, com jogos em casa contra Fulham, Brighton e Nottingham Forest, além de uma deslocação ao lanterna vermelha Wolves. Contudo, dos 12 pontos em disputa, a equipa conseguiu apenas um, resultado de um empate 2-2 com o Brighton, onde também deixou escapar uma vantagem.
As estatísticas são preocupantes, com o West Ham a enfrentar a sua pior sequência desde 2007, tendo apenas somado quatro empates e seis derrotas nas últimas dez partidas da Premier League. A equipa, que já perdeu 15 pontos em situações de vantagem, é apenas superada pelo Bournemouth, que contabiliza 16. O treinador Nuno Espírito Santo, que chegou ao clube após a demissão de Graham Potter, registou apenas 11 pontos em 16 jogos, tornando-se o treinador com o pior início na era moderna do West Ham.
O ex-guarda-redes do clube, Rob Green, expressou a sua preocupação durante uma análise na Sky Sports. “Dez jogos sem vencer levam-nos a perguntar: onde está a resposta? Onde vai o West Ham agora? É difícil imaginar que as coisas possam continuar assim”, afirmou Green. Ele sublinhou a necessidade de um mínimo de 30 pontos para ter alguma chance de sobrevivência, o que parece uma tarefa impossível se os resultados não melhorarem rapidamente.
Apesar da pressão crescente, Nuno manteve uma postura resiliente, afirmando: “Ainda não acabou. Precisamos continuar a acreditar e a manter-nos unidos.” Ele destacou a importância de enfrentar os altos e baixos do futebol e reconheceu a frustração dos adeptos: “Entendemos a frustração e a tristeza dos fãs – somos todos iguais.” O treinador também fez estrear o avançado argentino Valentín ‘Taty’ Castellanos e trouxe o brasileiro Pablo Felipe para o jogo, na esperança de reverter a má sorte da equipa.
O West Ham, com apenas 14 pontos conquistados na temporada, tem pela frente desafios significativos, incluindo derbies londrinos contra Tottenham e Chelsea, além de um jogo em casa contra o Sunderland. O futuro do clube depende agora da capacidade da equipa de reagir a esta crise e encontrar uma forma de garantir a sua permanência na elite do futebol inglês.
