Escócia goleia Bolívia com Adams em destaque antes do Mundial 2026

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A Escócia impôs-se de forma implacável à Bolívia, num duelo amigável que serviu de último teste antes do arranque do Mundial de 2026. O resultado de 4-0, com todos os golos a surgirem na primeira parte, mostra uma equipa escocesa em plena forma, com Che Adams a destacar-se ao marcar dois golos e Scott McTominay a exibir um nível “incrível”, segundo os elogios do antigo avançado Kenny Miller.

Logo aos cinco minutos, Lawrence Shankland inaugurou o marcador com um cabeceamento eficaz após um cruzamento de Andy Robertson, dando o mote para uma exibição dominadora dos visitantes. Aos 23 minutos, McTominay, que festejava a sua 70.ª internacionalização, ampliou a vantagem com um remate rasteiro de fora da área, mostrando a sua capacidade para desequilibrar e marcar presença no último terço do terreno.

Che Adams foi uma verdadeira dor de cabeça para a defesa boliviana. Aos 30 minutos, finalizou com precisão após um cruzamento de Ben Gannon-Doak, jogador jovem que tem impressionado pela sua velocidade e capacidade de desequilíbrio. Adams voltou a marcar já perto do intervalo, com um remate certeiro na recarga, consolidando o domínio escocês e a confiança do plantel antes do Mundial.

Este triunfo chega numa altura em que a Escócia, afastada das fases finais há 28 anos, começa a mostrar sinais claros de crescimento e consistência. Apesar das derrotas recentes para Japão e Costa do Marfim, os resultados positivos, como a expressiva vitória contra Curaçau por 4-1, comprovam uma equipa com capacidade ofensiva consistente, tendo marcado pelo menos dois golos em sete dos últimos nove encontros.

A jovem promessa Ben Gannon-Doak e Che Adams reforçaram as suas hipóteses de serem titulares no próximo jogo contra o Haiti, enquanto a ex-internacional Rachel Corsie destacou a química entre Ryan Christie e Andy Robertson, sublinhando a importância do entendimento entre os jogadores para criar oportunidades. “Queremos ver os jogadores a desfrutar da ocasião, da bola e da oportunidade para criar jogadas”, afirmou Corsie, apontando o dinamismo do jovem extremo como uma mais-valia para a equipa.

Os elogios não ficaram por aqui. Kenny Miller classificou a exibição da primeira parte como “maravilhosa” e salientou a evolução de McTominay, que elevou o seu jogo a um nível “incrível”, sendo capaz de iniciar jogadas, chegar à área adversária e manter um apetite ofensivo notável. “Se colocares o McTominay em posições avançadas, ele é clínico e as oportunidades surgem quando tens quatro ou cinco jogadores na área”, disse o antigo avançado escocês.

Do lado boliviano, a equipa apresentou algumas alterações face ao jogo anterior, com Yomar Rocha a substituir o lesionado Diego Medina na lateral direita, e a ausência de jogadores importantes como Moises Villarroel, Dieguito Rodriguez e Jesus Maraude devido a problemas burocráticos ou transferências. O selecionador Oscar Villegas viu a sua equipa cair perante uma Escócia muito superior, num encontro que evidenciou as dificuldades bolivianas em manter a organização defensiva e a capacidade ofensiva.

A Escócia prepara-se agora para a fase final do Mundial, com um calendário exigente, mas cheio de esperança e ambição, depois de uma exibição que deixou a Tartan Army em êxtase e a sonhar com um regresso triunfante a uma competição onde não marca presença desde 1998. Com talentos emergentes e jogadores experientes a aliar-se num colectivo sólido, a equipa de Steve Clarke promete ser uma das surpresas a seguir no próximo Mundial.

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