Espanha domina França e alcança final do mundial pela primeira vez desde 2010

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Espanha dominou França em Dallas, triunfando por 2-0 e garantindo a presença na final do Mundial pela primeira vez desde 2010. No domingo, vão defrontar Inglaterra ou Argentina em Nova Jérsia. A análise detalhada das exibições foi feita por Neil Johnston, da BBC Sport, que avaliou os jogadores na terça-feira.

Pela seleção francesa, o guarda-redes Mike Maignan mostrou-se inseguro, adivinhou o sentido da grande penalidade de Mikel Oyarzabal, mas não evitou o golo pela velocidade e potência do remate. A sua distribuição também foi criticada, terminando com uma nota 5. Na defesa, Jules Kounde teve dificuldades e foi superado pelo adversário, enquanto Dayot Upamecano destacou-se com um bloqueio crucial, mas insuficiente para evitar a derrota. William Saliba saiu lesionado, com a sua participação no Mundial a terminar de forma triste. Lucas Digne foi o autor da falta que originou o penálti, e Adrien Rabiot esteve perto de ser expulso, graças à sorte por já estar amarelado. No meio-campo, Aurélien Tchouameni não conseguiu impor-se contra a pressão espanhola, enquanto Ousmane Dembélé e Michael Olise estiveram apagados, com Olise a cometer uma falta que podia ter resultado em cartão. Bradley Barcola e Kylian Mbappé, grande figura da prova, não conseguiram criar perigo, destacando-se apenas uma incursão do primeiro. Entre os suplentes, nenhum conseguiu inverter o rumo do encontro, com atuações discretas e classificações baixas.

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Quanto a Espanha, o guarda-redes Unai Simón confirmou a sua segurança, registando o sexto jogo sem sofrer golos em sete partidas. Pedro Porro marcou um golo magnífico, decisivo para a vitória, e Pau Cubarsi mostrou-se sólido na defesa. Aymeric Laporte brilhou pela sua calma e precisão no passe, alcançando mais de 90% de eficácia e recebendo a melhor nota da equipa, 8. O capitão Rodri foi o motor do meio-campo espanhol, dominando completamente o jogo e merecendo um 9. Fabian Ruiz falhou uma oportunidade clara, mas esteve bem durante todo o encontro. Lamine Yamal destacou-se, especialmente ao conquistar a grande penalidade, embora tenha visto um golo seu anulado por fora de jogo. Dani Olmo foi uma ameaça constante, enquanto Alex Baena teve uma oportunidade desperdiçada. Mikel Oyarzabal, autor do penálti convertido, continua a ser uma das grandes figuras deste Mundial, com cinco golos marcados até ao momento.

A superioridade de Espanha foi clara desde o início, sufocando França no meio-campo e controlando o ritmo do jogo. Esta vitória representa um momento histórico para os espanhóis, que regressam a uma final de Mundial após 13 anos, numa partida que ficará para a história da competição. A capacidade de dominar o jogo e a eficácia na finalização foram decisivas para o triunfo.

O próximo desafio para Espanha será a final do Mundial, onde enfrentarão Inglaterra ou Argentina. A prestação sólida da equipa deixa antever um encontro de enorme qualidade, com a Espanha a apresentar-se como uma das grandes favoritas ao título. Para França, a eliminação precoce representa uma oportunidade para reflexão, sobretudo sobre a forma como a equipa reagiu à pressão e às dificuldades em campo.

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